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Bolsonaro pede fim do confinamento e culpa imprensa pelo pavor de pandemia

Em transmissão em rede nacional, o presidente chegou a ironizar fala de Drauzio Varella no início do ano, chamando o COVID-19 de “gripezinha”

Wallacy Ferrari Publicado em 25/03/2020, às 09h42

Bolsonaro se preparando para a gravação de seu pronunciamento
Bolsonaro se preparando para a gravação de seu pronunciamento - Divulgação / Twitter

Em pronunciamento, exibido em rede nacional de rádio e televisão na noite de terça-feira, 24, o presidente Jair Bolsonaro solicitou que os estados e a população cooperem para a reabertura do comércio, escolas e o fim do que chamou de “confinamento em massa”, referindo-se a quarentena.

Bolsonaro ignorou a possibilidade da transmissão comunitária e orientou autoridades regionais a abandonarem o “conceito de terra arrasada”, citando a paralização do transporte, comércio e colégios. “O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas?”, acrescentou o presidente.

Também afirmou que os veículos de comunicação contribuem para espalhar um cenário de crise e amedrontar a sociedade: “Um cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalhe-se pelo nosso país”. De acordo com o presidente, “nossa vida tem que continuar”.

Também ironizou indiretamente a TV Globo e Drauzio Varella, em referência a um vídeo lançado em janeiro: “Caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico daquela conhecida televisão”.

As medidas, executadas em decorrência da pandemia do novo coronavírus, são orientações tomadas no mundo inteiro por recomendação da Organização Mundial da Saúde para evitar a propagação e exposição da doença, visto que ainda não há conhecimento absoluto sobre seu impacto na saúde humana.