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Julgamento do caso Charlie Hebdo é adiado devido ao surto de Coronavírus

Segundo o juiz que julgaria o atentado terrorista, é impossível unir todas as partes em um mesmo local

Pamela Malva Publicado em 25/03/2020, às 15h50

Protestos feitos na época dos atentados
Protestos feitos na época dos atentados - Wikimedia Commons

Em 2015, jihadistas foram responsáveis por uma onda de terror instaurada em Paris. Durante semanas em janeiro daquele ano, diversos ataques ocorreram, inclusive contra a revista Charlie Hebdo — atentado que gerou uma forte reação na internet.

Agora, anos mais tarde, o julgamento das 14 pessoas acusadas de envolvimento no caso foi adiado, devido à crise do Coronavírus. A prorrogação foi anunciada pela Justiça francesa nesta quarta-feira, 25, e a nova data ainda não foi revelada. 

Inicialmente, o tribunal estava marcado para o dia 4 de maio. O julgamento, entretanto, foi protelado, porque, segundo o juiz do caso, “não é possível reunir o tribunal, todas as partes, as testemunhas e os juristas”. 

De acordo com as investigações, suspeita-se que os 14 réus esperando julgamento teriam oferecido ajuda logística aos três terroristas que cometeram os atentados em 2015. No total, dezessete pessoas foram assassinadas nos ataques, incluindo os 12 redatores da revista satírica Charlie Hebdo.

Atualmente, o Coronavírus já matou 20 mil pessoas e infectou mais de 458 mil no mundo todo — sendo que 113 mil delas se recuperaram. No Brasil, já foram relatados mais de 2,2 mil casos e 47 mortes causadas pelo Covid-19.