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No Quênia, 10 pessoas são presas em operação contra venda de testes falsos de coronavírus

Os kits para atestar o COVID-19 começaram a ser procurados depois que o primeiro caso do país foi confirmado na semana passada

André Nogueira Publicado em 17/03/2020, às 12h13

Helicóptero da Kenya Police
Helicóptero da Kenya Police - Wikimedia Commons

A polícia invadiu um prédio em Nairóbi, Quênia, onde estavam sendo vendidos testes falsificados de COVID-19. Anunciado na internet, os kits não eram funcionais e mais de 600 deles foram vendidos. Segundo o jornal Standard, 10 pessoas já foram presas.

"Eles dizem que restam 400. Queremos saber para quem os 600 foram vendidos", afirmou Daniel Yumbwa, executivo-chefe do Conselho de Médicos e Dentistas do Quênia, em entrevista ao periódico. O país anunciou seu primeiro caso no dia 13 de março.

Todas as universidades e escolas públicas do país estão temporariamente fechadas, segundo o Al Jazeera, e os cidadãos estão com medo e confusos com a nova situação.

"Somente cidadãos quenianos e estrangeiros com permissão de residência válida poderão entrar, desde que prossigam em quarentena", pronunciou Yumbwa na televisão.