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Reunião urgente é adiada após Anvisa deixar de enviar confirmação

Marcado para o último domingo, o encontro tinha como pauta a falta de medicamentos para intubação de pacientes infectados pela Covid-19 em todo o Brasil

Pamela Malva Publicado em 22/03/2021, às 12h30

Imagem meramente ilustrativa de leitos em hospital
Imagem meramente ilustrativa de leitos em hospital - Divulgação/Pixabay

No último sábado, 20, autoridades da área da saúde marcaram a data de uma urgente reunião, que discutiria a escassez de medicamentos para intubação no Brasil. No domingo, 21, no entanto, a Anvisa esqueceu de enviar o e-mail de confirmação do encontro e, por isso, a conversa teve de ser adiada, segundo a Folha de São Paulo.

De acordo com representantes da agência, diversas entidades foram convocadas para a reunião. Além de diretores da Avisa, ainda foram chamados representantes da indústria, do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, que representaria os estados.

Em entrevista à Folha, Nelson Mussolini, que é presidente do Sindicato da Indústria Farmacêutica do Estado de São Paulo, confirmou o imprevisto. Nesse sentido, ele explicou que Romison Mota, um dos diretores da Anvisa, afirmou que a reunião estava marcada, mas que sua assistente acabou não encaminhando o e-mail de confirmação.

Imagem meramente ilustrativa de leito em hospital / Crédito: Divulgação/Pixabay

 

Representando 12 fabricantes de medicamentos, Mussolini não criticou a Anvisa e ainda afirmou que foi um equívoco involuntário. Segundo o presidente do sindicato, Mota e outros representantes da agência estão empenhados em resolver o problema.

Agora, depois do imprevisto, o encontro emergencial foi remarcado para a próxima terça-feira, 23. Durante a conversa, os agentes devem discutir o fato de que os estoques de medicamentos para intubação estão vazios e, em diversos estados e municípios, hospitais alertam que tais provisões podem acabar em breve.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 11.998.233 de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 294.115 no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 123 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 2,7milhões de mortes.