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U$S 34 bi: fortuna de bilionários brasileiros cresce durante pandemia, afirma estudo

Em contrapartida, estudo mostra que 40 milhões de pessoas perderão seus empregos. "A covid-19 não é igual para todos”, afirma porta-voz da entidade responsável pelo levantamento

Fabio Previdelli Publicado em 27/07/2020, às 13h33

Imagem ilustrativa de dólares
Imagem ilustrativa de dólares - Pixabay

A pandemia do novo coronavírus afetou e ainda afeta a vida financeira de milhões de brasileiros. Entretanto, na contramão dessa crise, um seleto grupo das 42 pessoas mais ricas do país presenciaram o conjunto de suas riquezas crescer em 34 bilhões de dólares.

Isso é o que mostra o relatório "Quem Paga a Conta? – Taxar a Riqueza para Enfrentar a Crise da Covid-19 na América Latina e Caribe", divulgado nesta segunda-feira, 27, pela ONG Oxfam.

Segundo o levantamento feito pela entidade, que ocorreu entre 18 de março e 12 de julho, o patrimônio líquido do grupo passou de U$S 123,1 bilhões para U$$ 157,1 bilhões. Os dados são baseados em um apontamento feito pela revista americana Forbes, que publicou neste ano o ranking dos bilionários.

A ONG estima que desde o início da pandemia, oito nos bilionários surgiram na América Latina e Caribe, o que significa um novo ricaço a cada duas semanas. Em contrapartida, o levantamento calcula que cerca de 40 milhões de pessoas perderão seus empregos e 52 milhões entrarão na faixa de pobreza na região.

"A covid-19 não é igual para todos. Enquanto a maioria da população se arrisca a ser contaminada para não perder emprego ou para comprar o alimento da sua família no dia seguinte, os bilionários não têm com o que se preocupar. Eles estão em outro mundo, o dos privilégios e das fortunas que seguem crescendo em meio à, talvez, maior crise econômica, social e de saúde do planeta no último século", diz Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.