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Desventuras / Cleópatra

Especialista discute origem de Cleópatra em documentário: 'Estranho insistir em retratá-la como totalmente europeia'

Novo documentário da Netflix resgata a trajetória da fascinante Cleópatra, última rainha do Egito

Redação Publicado em 17/04/2023, às 12h06 - Atualizado em 11/05/2023, às 19h59

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Imagem promocional da série 'Queen Cleópatra', da Netflix - Divulgação/Netflix
Imagem promocional da série 'Queen Cleópatra', da Netflix - Divulgação/Netflix

O novo volume do documentário 'Rainhas Africanas', da plataforma de streaming Netflix, resgata a trajetória de uma das mais poderosas mulheres que já existiram: Cleópatra, a última rainha do Egito. 

Com produção de Jada Pinkett Smith, os assinantes da plataforma de streaming Netflix terão a chance de conhecer "(...) A mulher mais famosa, poderosa e incompreendida do mundo - uma rainha ousada cuja beleza e romances vieram a ofuscar seu verdadeiro trunfo: seu intelecto. A herança de Cleópatra tem sido objeto de muitos debates acadêmicos, muitas vezes ignorados por Hollywood. Agora nossa série reavalia esta parte fascinante de sua história", descreve a sinopse da produção. 

Com uma vida marcada pela tradição e eternos debates, a série da Netflix mostrará a trajetória da rainha de maneira inédita, conforme descrito pelo site Tudum, e também destacará uma das maiores vantagens que Cleópatra teve em vida: seu intelecto. Ela é interpretada pela atriz Adele James. 

Imagem promocional da série documental 'Queen Cleópatra' ('Rainha Cleópatra'), da Netflix /Crédito: Divulgação/Netflix

O debate

Outro debate presente no documentário é a verdadeira cor da rainha. Afinal, a representação de Cleópatra em produções de Hollywood fez com que muitos criassem uma imagem longe do que realmente existiu: uma mulher branca, com cabelos lisos e olhos claros. 

Durante o tempo em que esteve no poder, a população do Egito era multicultural e multirracial. Como repercute o site Tudum, é improvável que a cor da rainha fosse documentada. Ao mesmo tempo, a falta de informações sobre a mãe e avós paternos representam obstáculos. Enquanto muitos discutem que a rainha era uma 'mulher egípcia nativa', outros argumentam que Cleópatra era branca. 

"Dado que Cleópatra se representa como uma egípcia, parece estranho insistir em retratá-la como totalmente europeia", explica Sally Ann Ashton, especialista que discute o debate na série documental da Netflix. "Cleópatra governou no Egito muito antes do assentamento árabe no norte da África. Se o lado materno de sua família fosse de mulheres nativas, elas seriam africanas, e isso deveria ser refletido nas representações contemporâneas de Cleópatra". 

O professor de História Vítor Soares, idealizador do podcast História em Meia Hora, discutiu em artigo exclusivo para o site Aventuras na História a origem de Cleópatra e o debate em torno de sua cor. Confira a matéria completa. 

A grande rainha

A trajetória de Cleópatra VII é abordada no podcast da Aventuras na História, o 'Desventuras na História'. O episódio tem narração de Vítor Soares, que é professor de História e também o idealizador do podcast 'História em Meia Hora'.

O episódio resgata a vida e a morte da figura eternizada na história da civilização que prosperou às margens do Nilo.

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