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Congresso equatoriano pede que presidente destitua ministro da saúde por ter vacinado seus familiares

Os parentes de Juan Carlos Zevallos, que vivem em uma clínica para idosos particular, foram imunizados no último fim de semana em Quito

Giovanna Gomes Publicado em 28/01/2021, às 07h10

Ministro da Saúde equatoriano
Ministro da Saúde equatoriano - Divulgação

Na última terça-feira, 26, a Assembleia Nacional equatoriana aprovou que o ministro da Saúde Juan Carlos Zevallos seja destituído do cargo após familiares do político terem sido vacinados no fim de semana. Ao todo foram 121 votos a favor e quatro abstenções. Agora a decisão está nas mãos de Lenín Moreno, presidente do país.

O país de 17 milhões de habitantes recebeu apenas 8 mil das 86 mil doses do imunizante da Pfizer/BioNTech que devem chegar até o fim de fevereiro, o que significa que 43 mil pessoas serão vacinadas, uma vez que são necessárias duas doses por paciente.

No Equador, a vacinação teve início no último dia 21 e está voltada aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente contra a pandemia, idosos que vivem em casas de repouso e clínicas geriátricas, além de pessoas que trabalham nessas localidades.

Os parentes do ministro foram vacinados no último fim de semana, em Quito, com doses vindas do hospital público Pablo Arturo Suárez. Eles vivem em uma clínica particular para idosos, fato que gerou polêmica, uma vez que muitos defendem que as vacinas sejam destinadas a centros públicos. De acordo com o jornal Pichincha Universal, a mãe de Zevallos está entre os parentes imunizados.