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Notícias / 'Sob as Águas do Sena'

'Sob as Águas do Sena': Especialista critica o novo filme da Netflix

Filme 'Sob as Águas do Sena' agitou redes sociais, no entanto, especialista critica falta de base científica no longa

Redação Publicado em 11/06/2024, às 15h01 - Atualizado em 13/06/2024, às 19h20

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Cena do filme 'Sob as Águas do Sena' - Reprodução/Netflix
Cena do filme 'Sob as Águas do Sena' - Reprodução/Netflix

Um dos mais recentes sucessos da Netflix, 'Sob as Águas do Sena', se tornou um dos mais comentados nas redes sociais. Este filme francês, estrelado por Bérénice Bejo, retrata uma Paris aterrorizada por tubarões durante uma competição de triatlo no rio Sena. No entanto, a comunidade científica não concorda com a ideia do filme. 

Ao Le Parisien, Nicolas Ziani, fundador do Phocéen Shark Study Group e especialista em ictiologia marinha, considera a premissa do longa mirabolante.

É uma vergonha. Fiquei chocado quando vi o trailer. É um apocalipse cognitivo, quase como notícias falsas. Estamos importando um problema que nunca existiu na França. O último Megatubarão com Jason Statham é quase mais coerente", critica Ziani.

Ele explica que, embora existam espécies de tubarões eurialinos, como o tubarão-touro, que podem tolerar variações de salinidade e temperatura e ocasionalmente atacar humanos, a ideia de um grande tubarão-branco no Sena é implausível.

“Tubarões cinzentos se adaptam à água salobra, mas não exatamente doce como no Ganges. O grande tubarão-branco é extremamente sensível e não sobreviveria dois dias nas águas do Sena, mesmo sem poluição. Este filme apresenta um catastrofismo que beira a demência e não tem credibilidade científica, apesar de tentar passar uma vaga mensagem ecológica, quase como propaganda.”, disse ele.

+ Sob as Águas do Sena: Filme da Netflix é baseado em história real?

Ziani também disse que o grande tubarão-branco corre risco de extinção e acredita que o filme transmite uma mensagem alarmante e cientificamente incorreta.

"O perigo dos tubarões é muito superestimado. Na França, existem 75 espécies de tubarões que não representam perigo para o homem. O colossal orçamento de 20 milhões de euros poderia ter sido usado para ajudar na conservação dos tubarões, em vez de prejudicá-los. Enquanto isso, a pesquisa para entender melhor os tubarões franceses está em agonia."