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Caso Gael: Menino de três anos morreu em São Paulo; mãe é suspeita de homicídio

Andréia Freitas de Oliveira teve um surto psicótico na noite do suposto crime, e foi encontrada em estado de choque após o garoto ser levado para o hospital

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 15/05/2021, às 08h00

O menino Gael de apenas 3 anos
O menino Gael de apenas 3 anos - Divulgação/ Arquivo Pessoal

Após o Brasil ser horrorizado pelo desenrolar do caso do menino Henry Borel, de 4 anos, que foi assassinado em março deste ano, uma nova história similar surgiu na última semana. Dessa vez, a vítima é um garotinho de 3 anos chamado Gael Nunes, que morreu na última segunda-feira à noite, 10. 

Segundo relatado no boletim de ocorrência que foi repercutido pelo R7, ele estaria sozinho na cozinha com sua mãe, Andréia Freitas de Oliveira, de 37 anos, quando sons de vidro se quebrando e choro chamaram atenção da tia-avó, que morava no mesmo apartamento que os dois e a irmã adolescente do menino. 

Quando ela entrou no cômodo, a criança já estava inconsciente. Apesar de ter sido levado às pressas para o hospital mais próximo, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Gael não conseguiu resistir e faleceu. 

A equipe o atendeu ainda notou a presença de diversas agressões ao longo do corpo do garoto, uma forte indicação de maus-tratos. 

Já sua mãe foi encontrada mais tarde pela polícia ainda dentro do apartamento. Ela estava debaixo do chuveiro em posição fetal e estado de choque, e também precisou de atendimento médico. Após sua alta, todavia, foi levada para depor na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que fica localizada no bairro paulista de Cambuci. 

Gael em foto de família / Crédito: Divulgação/ Arquivo Pessoal

 

Investigação 

 Durante a passagem da progenitora pela delegacia, as autoridades ainda apreenderam um anel de Andréia que o laudo médico determinou ser compatível com um ferimento encontrado na testa do menino. 

Andréia apresenta marcas em seus braços que sugerem que seu filho, ao ser por ela agredido, tentou defender-se; bem como possui ambas as mãos avermelhadas e inchadas, patenteando que as agressões partiram dela, sendo desferidas em direção principalmente à região da cabeça de seu filho, inclusive marcando-o com o anel por ela utilizado”, dizia um trecho do boletim de ocorrência, segundo repercutido pelo UOL. 

As circunstâncias do que, segundo determinado pela autópsia de Gael, seria um assassinato, levaram as autoridades a indiciar a mãe dele por homicídio qualificado por meio cruel. Ela foi presa de forma preventiva na noite de terça-feira, 13, sendo considerada no momento a principal suspeita de ter cometido o crime, o que a progenitora nega. 

Em entrevista para o G1, o advogado de Andréia, Fábio Gomes da Costa, contou que ela chorou por cerca de 40 minutos após saber que seu filho tinha morrido, e não sabe o que aconteceu. "Ela está muito abalada e não se lembra de nada", alegou o representante legal. 

Ainda de acordo com os registros policiais, a mãe de Gael teria tido um surto psicótico na noite do crime. Fábio Gomes explicou ainda que vai pedir que sua cliente seja submetida a um exame psicológico, na esperança de transferi-la para um hospital psiquiátrico ou colocá-la em prisão domiciliar. 

O pai da criança 

Felipe Nunes, que também falou com o G1, comentou nunca ter tido motivo para desconfiar que sua ex-mulher, de quem estava separado fazia seis meses, poderia ser um perigo para o filho dos dois: “Nunca imaginei que ela podia fazer isso, porque na minha frente e na frente do ex-marido dela, ela sempre foi uma mãe carinhosa”, disse ele. 

Apesar do ocorrido ter sido um choque para ele, o pai de Gael atualmente acredita  Andréia tenha sido a autora do crime. “Espero que a justiça seja feita, caso ela tenha feito alguma coisa contra ele, que eu acredito que sim, mas não posso julgar. Espero que ela pague pela monstruosidade que fez com o filho dela”, afirmou o progenitor ainda.  


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