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Copa do Mundo de 1930: Tempo de Saucedo brilhar

Há 89 anos, ocorria a final entre Uruguai e Argentina, vencida pelos uruguaios. Porém, foi o boliviano Ulises Saucedo que se destacou nessa Copa, sendo árbitro, bandeirinha e técnico

Henrique Pereira Publicado em 30/07/2019, às 00h00 - Atualizado às 09h00

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- Crédito: Reprodução

A Copa do Mundo de 1930 foi a primeira desse evento que mobiliza milhões nos dias atuais. O evento foi sediado e vencido pelo Uruguai, anfitrião de uma Copa majoritariamente sulamericana. Sua final ocorreu no famoso Estádio Centenário, em Montevidéu.

A final, ocorrida no dia 30 de julho, levou à emoção as seleções uruguaia e argentina, que já haviam se encontrado na final das Olimpíadas de 1928, em Amsterdã. Os corações que torciam pel’A Celeste já estavam a mil, pois o placar, no fim do primeiro tempo, marcava a vitória dos argentinos por 2 x 1.

A histórica virada ocorreu no segundo tempo, quando o Uruguai fez 4 x 2 nos albicelestes. No dia seguinte, enquanto o Uruguai declarava feriado nacional, os argentinos apedrejaram o consulado do oponente em Buenos Aires.

Gol do Uruguai / Crédito: Reprodução

 

Porém, um dos integrantes mais interessantes da equipe que ocupava o campo não usava camisa de seleção. Trata-se do bandeirinha Ulises Saucedo, que marcou sua carreira no futebol trabalhando como um verdadeiro faz-tudo na Copa de 1930.

Imagine só: Sauceno era ninguém menos do que o técnico da Seleção da Bolívia naquela Copa. Porém, em todo o evento, ele também participou como árbitro e bandeirinha. Aos 34 anos, não se sabe ao certo as razões dele ter assumido tantas funções. Porém, na época da primeira Copa do Mundo da FIFA, o evento passava longe de ser o fenômeno que é hoje, dando espaço a esse tipo de gambiarra.

Saucedo no centro, com a bola debaixo do braço / Crédito: Reprodução

 

Como bandeirinha, Saucedo passou quase despercebido. Porém, em outros jogos, sua participação gerou muito calor e euforia. Por exemplo, no jogo disputado entre Argentina e México (vitória dos hermanos), ele marcou cinco pênaltis, sendo que três deles foram bastante polêmicos. Ele também viu sua seleção perder feio duas vezes: contra a Iugoslávia e contra o Brasil.