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Mais de três décadas desaparecida: o insano caso de Jonelle Matthews

O misterioso desaparecimento aconteceu próximo ao Natal de 1984, sendo solucionado apenas em 2020

Victória Gearini Publicado em 20/12/2020, às 09h00

Jonelle Matthews, vítima de 12 anos
Jonelle Matthews, vítima de 12 anos - Divulgação / Youtube / 9NEWS

Durante pouco mais de três décadas, o misterioso desaparecimento da menina de 12 anos, Jonelle Matthews, assolou a cidade de Greeley, Colorado. Na fatídica noite de 20 de dezembro de 1984 — próximo ao Natal — a garota foi levada de dentro de sua casa, sem deixar rastros de seu paradeiro, contudo, em 2019 o caso ganhou novos desdobramentos.

Desaparecimento 

De acordo com as investigações, a menina foi raptada de dentro de seu lar. Armado, o criminoso teria matado a jovem diante do sequestro. Durante anos, o paradeiro de Matthews permaneceu um mistério, até que em 23 de julho de 2019, seu corpo foi encontrado em um campo a sudeste de Greeley.

“Durante essas décadas, gerações de policiais de Greeley nunca esqueceram Jonelle, muitos vivendo em tormento com as possibilidades do que pode ter ocorrido naquela noite sombria de 1984 e o que poderia ser feito para resolver este mistério”, revelou o Departamento de Polícia da cidade em uma declaração pública feita em outubro deste ano.

Jonelle Matthews no centro da imagem / Crédito: Divulgação / Youtube / 9NEWS

 

Segundo os médicos legistas, a garota apresentava um ferimento à bala na cabeça, que a teria levado à morte. De acordo com as investigações, a menina teria sido morta durante o sequestro, em uma das fatídicas noites que antecederam as comemorações de Natal.

Em entrevista ao The New York Times, em 2020, o prefeito John Gates disse que o desaparecimento de Matthews impactou toda a cidade. O político disse, ainda, que ao longo das décadas, as autoridades trabalharam arduamente para solucionar este caso. 

No momento do desaparecimento, o oficial aposentado do Departamento de Polícia de Greeley, Gates, trabalhava na força policial da cidade. De acordo com a autoridade, havia evidências no local que o fizeram acreditar que a garota teria sido vítima de um sequestro.

Desdobramentos

Após encontrarem os restos mortais da criança, as autoridades travaram uma luta contra o tempo para encontrar o assassino. Em outubro deste ano, a polícia de Greeley indiciou Steven D. Pankey, 69, ex-residente da cidade, que estava morando em Idaho no momento da prisão. O homem foi detido e acusado de sequestro e assassinato em primeiro grau.

Steven D. Pankey, indiciado pela morte de Jonelle Matthews / Crédito: Divulgação / Youtube / 9NEWS

 

Em entrevista ao The New York Times, Jennifer Mogensen, 52, irmã mais velha de Matthews, revelou que a prisão de Pankey trouxe alívio para a família e sentimento de justiça. “Vivemos tudo isso de novo sempre que há um novo passo em direção à justiça”, afirmou Mogensen.

De acordo a polícia, na época do crime, Pankey se inseriu intencionalmente nas investigações, alegando ter conhecimento sobre o caso. As autoridades afirmaram que o acusado tinha o hábito de observar crianças saindo da mesma escola secundária que a vítima estudava. 

Em sua defesa, Pankey alegou que no dia do desaparecimento da garota, ele e sua família estavam se preparando para viajar para a Califórnia. Entretanto, segundo a acusação, os documentos fornecidos aos investigadores apresentavam declarações falsas.

Repercussão na mídia

Na época, o desaparecimento de Matthews foi amplamente noticiado pela imprensa nacional, sendo mencionado apelo então presidente Ronald Reagan, que pediu que as autoridades do país ampliassem as investigações em casos de crianças desaparecidas.

Neste mesmo período, o The New York Times escreveu um artigo sobre o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas, em que revelou que uma fonte anônima teria ligado para o centro afirmando ter visto a vítima. 

Jornal noticiando o desaparecimento de Jonelle Matthews / Crédito: Divulgação / Youtube / 9NEWS

 

Após décadas sem respostas, Gates disse ao The New York Times que finalmente a justiça seria feita e ressaltou que “casos arquivados podem realmente ser resolvidos”, segundo suas palavras.


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