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Curiosidades / Imperatriz Sissi

Do cigarro a magreza: 5 curiosidades sobre Sissi, imperatriz que inspirou nova série da Netflix

Sissi, apelido de Isabel da Baviera, foi imperatriz consorte da Áustria e casada com o imperador Franz Joseph

Éric Moreira, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 10/10/2022, às 17h36 - Atualizado às 23h05

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Isabel da Baviera: ficção e realidade - Divulgação/Netflix e Domínio Público
Isabel da Baviera: ficção e realidade - Divulgação/Netflix e Domínio Público

'A Imperatriz' é uma das mais novas séries da Netflix, que retrata um período histórico e eventos muito específicos: o que veio a se tornar o Império Austro-Húngaro. O drama de época, por sua vez, retrata a relação entre quem veio a se tornar a imperatriz, Isabel — também conhecida como Sissi— e o imperador Franz Joseph I, e já conquistou vários espectadores pelo mundo.

A série é idealizada por Katharina Eyssen e possui, em seu elenco, a participação de Devrim Lingnau, Philip Froissant e Elisa Schlott. De acordo com a sinopse, "Elisabeth [nome em inglês para 'Isabel', interpretada por Devrim Lingnau] se apaixonou pelo imperador Francisco [nome em português para 'Franz', interpretado por Phiip Froissant], mas não poderia imaginar que, ao se casar com ele, acabaria mergulhando no mundo de tensões e intrigas da corte de Viena".

Após saber um pouco mais sobre a série 'A Imperatriz', confira a seguir cinco curiosidades sobre a verdadeira Isabel da Baviera, também conhecida como Sissi:

1. Imperatriz da Baviera

Não é um costume tão surpreendente assim saber que, no passado — em especial entre as famílias imperiais —, muitos casamentos eram arranjados, quase sempre embasados em relações e trocas político-comerciais entre as nações. E esse foi o caso, pelo menos idealizado, para o então imperador da Áustria, Franz Joseph I.

Imperador Franz Joseph da Áustria / Crédito: Foto por Bain News Service pelo Wikimedia Commons

Em 1853, Helena von Wittelsbach — filha de Maximiliano José, Duque na Baviera e membro da Casa de Wittelsbach —, sua mãe e sua irmã mais nova, Isabel, fizeram uma viagem à Áustria para que ela pudesse conhecer o imperador Franz, e eles se casassem.

No entanto, o jovem líder, então com 23 anos, acabou se apaixonando pela garota mais jovem, a Sissi, que ainda tinha apenas 15 anos, e apenas oito meses depois esta veio a se tornar a nova imperatriz consorte da Áustria.


2. Magreza

A imperatriz, por sua vez, era extremamente conhecida pela corte e pelos austríacos pela sua beleza. E ela, tendo isso em mente, não queria perder as qualidades das quais tanto se orgulhava, e acabou eventualmente chamando atenção também por sua rotina estética.

Ao contrário dos padrões de beleza da época, que valorizavam as mulheres mais robustas, visto que era um indicativo de se pertencer a uma classe social mais abastada, Sissi tinha uma obsessão por manter a magreza, mantendo seu peso sempre entre 45 e 50 kg — tendo também cerca de 1,72 m de altura, de forma que era mais alta que o próprio marido.

Sua cintura tinha apenas cinquenta centímetros, que os espartilhos reduziam ainda mais para quarenta. Para manter essa circunferência tão estreita, ela usava um espartilho especial apertado em três lugares diferente, num processo que chegava a demorar uma hora", é descrito no livro 'Sissi e o Último Brilho de Uma Dinastia', escrito por Paulo Rezzutti e Cláudia Thomé Witte.

3. Malefícios à saúde

Visando manter o corpo magro, a imperatriz possuía salas de exercícios distribuídas em diversos palácios imperiais nos quais vivia, e também se submetia a dietas extremamente restritivas, baseadas principalmente em líquidos. Porém, devido à ausência de proteínas em sua alimentação, Sissi desenvolveu uma anemia aguda, o que a fez retomar o consumo de carnes vermelhas. 

Para fazer isso sem abandonar seu regime, Sissi mandava espremerem carne de vaca num equipamento e em seguia bebia o suco resultante", descreve o livro sobre a imperatriz.
Fotografia de Elisabeth von Wittelsbach, rainha consorte da Áustria
Fotografia de Elisabeth von Wittelsbach, imperatriz consorte da Áustria, quando jovem / Crédito: Foto por Emil Rabending pelo Wikimedia Commons

4. Fumo e o leque

Também pensando em afastar a fome e a ansiedade, a vaidosa imperatriz também tinha o costume de fumar — o que era, de certa forma, uma afronta ao conceito de que cigarros e charutos eram exclusivos aos homens. De acordo com um registro publicado no jornal Los Angeles Times, em 1890, a imperatriz e a irmã, Maria Sofia, fumavam cerca de 30 a 40 cigarros turcos por dia, além de um charuto após o jantar.

A prática, no entanto, acarretou em outra consequência que aterrorizava Sissi esteticamente: com o fumo, seus dentes ficaram amarelados. Por isso, ela até mesmo recorreu a técnicas de embranquecimento dental que, eventualmente, enfraqueceram sua dentição, e por isso ela nunca era vista sorrindo ou falando em público, escondendo-os atrás de um leque.


5. Assassinato

Apesar de ter hábitos intensos — e até mesmo não muito saudáveis —, Sissi teve uma vida consideravelmente longa, se comparada a muitas outras pessoas da época. E ainda assim, o que mais surpreende sobre sua morte foi que nem se deu de forma natural.

Durante uma viagem à Genebra, na Suíça, em 1898 — então com 60 anos —, Isabel da Baviera foi tragicamente assassinada. Enquanto caminhava para pegar uma balsa, o anarquista italiano Luigi Lucheni a esfaqueou com uma lima de agulha afiada.