Curiosidades » Civilizações

Da concorrência aos eunucos: 5 curiosidades sobre a vida em antigo harém

Saiba como era a nada mole vida em um harém cheio de regras, punições e concorrência

Redação Publicado em 26/09/2020, às 08h00

Representação de um antigo harém
Representação de um antigo harém - Aventuras na História

Sinônimo de festa? Nunca. No apogeu do Império Otomano, no século 16, o lugar era reservado a rezas e punições que resultavam em graves consequências.

Durante o governo de Maomé III (1566 – 1603), o harém do palácio de Topkapi, em Istambul, manteve quase mil mulheres, que pretendiam gerar um herdeiro para o império que dominava quatro continentes.

O antigo local /Crédito: Divulgação

 

Pensando nisso, separamos algumas curiosidades sobre a vida em um antigo harém. Confira abaixo.

1. Critérios das mães

Quem selecionava as mulheres do harém eram as mães dos sultões. Prisioneiras de guerra, filhas de nobres e escravizadas eram ofertadas para a avalição rigorosa.

2. Restrições

Com uma vista panorâmica, os irmãos dos sultões podiam olhar para o harém, mas não podiam frequentar o lugar, para evitar rebeliões. Era permitido que eles tivessem 12 amantes, quase todas estéreis, para o trono não ter concorrência.

3. Concorrência

O medo de dividir o poder levava os sultões a atitudes extremas. Maomé III só dormia com uma mulher por dia, mandou matar alguns de seus irmãos e não poupou a vida de mulheres grávidas de seu pai.

4. Rotina

Com um cotidiano enfadonho, rezar, bordar, cantar músicas sacras e um jogo com bola eram os passatempos para esposas, concubinas e crianças de até 12 anos. O banho era coletivo.

4. Decisão única

O sultão podia ter quatro esposas legais, as kadins, que formavam a segunda classe da hierarquia. A mãe quem decidia qual mulher dormia com o seu filho.

5. Segurança

Existiam guarda-costas nos locais. O chefe dos eunucos, homens que tinham órgãos sexuais castrados, levava a amante ao encontro do sultão.

6. Morte certa

Intrigas, desordem e conspirações poderiam resultar em punições para as mulheres, que poderiam parar no banco dos réus. Condenadas, eram alvo de uma morte brutal.