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De Nannie Doss a Condessa Sangrenta: 5 histórias brutais de mulheres assassinas

Eternizando seus nomes como algumas das piores serial killers de todos os tempos, essas criminosas surpreendem pela frieza e crueldade contra suas vítimas

Alana Sousa Publicado em 06/12/2020, às 14h00

Montagem de Nannie Doss (esq.) e Condessa Sangrenta (dir.)
Montagem de Nannie Doss (esq.) e Condessa Sangrenta (dir.) - Creative Commons

Histórias de serial killers aterrorizam grande parte das pessoas, homens motivados pelo desejo de matar, estuprar e torturar suas vítimas, dos mais variados tipos, são conhecidos ao redor do mundo. Richard Ramirez, BTK, Ed Kemper, David Berkowitz são alguns exemplos de como o ser humano é capaz dos mais terríveis atos.

Por outro lado, mulheres ao longo da história também marcaram seu nome nesse ramo macabro. Desde os primórdios da humanidade, elas não foram menos perigosas — e letais — que os homens.

Confira abaixo 5 histórias de mulheres assassinas.

1. Nannie Doss, a vovó maligna

A senhora de aparência gentil escondia uma face sombria. Nancy Hazle, como foi batizada, cometeu seu primeiro crime ainda quanto tinha vinte e poucos anos. Assassinou duas filhas de intoxicação alimentar, mas isso era só o começo de uma trajetória marcada por ganância e frieza.

Nannie em foto colorizada/ Crédito: Creative Commons

 

Nascida nos Estados Unidos, ao todo ela matou dois netos — frutos de sua filha Malvina —, cinco maridos, duas sogras, uma irmã e, ainda, segunda sua confissão, a própria mãe. A razão para os crimes era o seguro financeiro que ela recebia depois do óbito, teorizou a polícia. Após a morte do quinto esposo, ela foi presa e condenada à prisão perpétua, morreu de leucemia em 1965, aos 60 anos.


2. Lizzie Halliday, a pior mulher da História

Considerada a pior mulher da História, Eliza Margaret McNally chocou o mundo no século 19 ao se tornar a primeira mulher a ser condenada à morte na cadeira elétrica nos Estados Unidos. A serial killer era de origem irlandesa, mas mudou-se ainda jovem com a família para os EUA.

A mulher matou seus dois primeiros maridos, sendo que foi abandonada pelo terceiro, e o quarto a tentativa de morte foi mal sucedida. Ela, então, tentou recriar a vida na Filadélfia e passou a viver com uma família amiga de seus pais. Em pouco tempo ela incendiou a loja na qual trabalhava, visando coletar o seguro.

Ilustração de Lizzie Halliday / Crédito: Wikimedia Commons

 

Após passar um tempo na prisão, voltou para a sociedade, mas seu comportamento instigou os vizinhos, que exigiram uma inspeção da polícia na casa onde ela morava. Chegando lá, se depararam com duas mulheres mortas no celeiro, e o amante sob as tábuas do chão. Levada sob custódia, foi condenada à cadeira elétrica, mas depois sua sentença mudou para prisão perpétua.

Vivendo no Hospital Estadual Matteawan para os Criminosos Insanos ela ainda conseguiu cometer o último crime antes de morrer: atacou uma enfermeira 200 vezes com uma tesoura.


3. Alice Kyteler, bruxa ou serial killer?

No século 13, na Irlanda, a Caça às Bruxas estava aterrorizando a todos, e não foi diferente no condado de Kilkenny. Lá morava a jovem Alice Kyteler, uma moça proveniente de uma família rica da região. Aos 20 anos, casou-se com William Outlaw, mas ele morreu em pouco tempo de forma misteriosa — esse seria um padrão que rodearia a vida da irlandesa.

Rapidamente, selou matrimonio com outro homem, dessa vez com Adam de Blund. O destino do homem já estava traçado, meses depois ele fora encontrado morto de forma inexplicável. A vida seguiu normalmente para Alice, casou de novo, Richard de Valle foi a terceira vítima.

Acreditando que ninguém desconfiava de suas ações, encontrou um novo esposo, mas dessa vez, a história acabou diferente. Pensando estar sendo envenenado pela esposa, John Poer alertou os familiares. Assim, quando ele veio à óbito, acusações caíram em cima de Kyteler, ela se tornou a primeira pessoa acusada de bruxaria na Irlanda, porém, graças aos seus contatos importantes, conseguiu fugir, e seu paradeiro até hoje continua desconhecido.


4. Elizabeth Báthory, a Condessa Sangrenta

A saga de Elizabeth Báthory é uma das mais brutais já relatadas ao longo da História. Vivendo durante os séculos 16 e 17, a mulher, apelidada de Condessa Sangrenta, era de uma família nobre da Hungria. Exercia forte influência durante a época que estava viva, mas seu nome ficou marcado mesmo com os crimes de tortura e assassinato que ela passou a cometer após a morte do marido.

Quando tinha por volta de 40 anos, Báthory começou uma prática macabra, na qual atraía jovens de 10 e 14 anos, virgens, para sua extensa propriedade. Então, as torturava e matava, com o intuito de se banhar no sangue das vítimas, acreditando que isso atrasaria o processo de envelhecimento.

Elizabeth Báthory, a Condessa Sangrenta / Crédito: Wikimedia Commons

 

Acredita-se que ao todo foram 650 meninas mortas pela psicopata — o maior número atribuído a uma serial killer já registrado. Depois de anos de queixas contra seus atos, as autoridades iniciaram uma investigação, em meados de 1610.

Devido a sua linhagem rica, mesmo as provas encontradas em seu castelo não foram suficientes para uma condenação de morte, ao invés disso, ela foi sentenciada à prisão perpétua, que consistia em ficar imóvel dentro de um buraco na parede. E assim ela ficou por quatro anos, até que foi encontrada morta.


5. Belle Gunness, a Lady Barba Azul

Essa história também é situada no século 19, nos Estados Unidos. Porém, Belle Gunness nasceu na Noruega, o começo da sua vida é nebuloso, sabe-se que ela se mudou ainda jovem para os EUA, sofrendo um grande trauma logo cedo: grávida, ela teria sido atacada por um homem, que causou a morte de seu bebê e mudou radicalmente seu comportamento.

O primeiro crime foi cometido contra seu marido, Mads Ditlev Anton Sorenson, por envenenamento. Com o seguro recebido, ela comprou uma fazenda e levou as três filhas do casal consigo. Na época, era conhecido que dois de seus filhos haviam morrido na infância — mas, poucos sabiam que ela mesma havia os matado. As próximas vítimas foram o segundo esposo, Peter, e sua filha Jennie.

Entretanto, a série de horrores atingiu seu auge quando ela anunciou no jornal que estava à procura de um marido para juntar as fortunas, vários candidatos compareceram à fazenda em La Porte, Indiana; no total foram quase cinquenta mortos nessa armadilha fatal.

Jovem Belle Gunness / Crédito: Wikimedia Commons

 

Após conflitos com o amante, Ray Lamphere, Belle fez acusações contra ele e vice-versa, as brigas culminaram em Gunness ateando fogo em sua própria casa e matando seus filhos. Na cena havia também um cadáver decapitado, que acreditaram ser da serial killer, porém, no julgamento foi provado que ele pertencia a uma camareira que trabalhava para a assassina.

 Seu paradeiro ainda é um mistério, nos anos seguintes aparições de Belle em outras cidades foram relatadas, mas nunca conseguiram ser provadas.


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