Coronavírus » Pandemia

Coronavírus amedronta os americanos e faz subir a venda de armas

O vírus tem feito os cidadãos locais estocarem alimentos e produtos de higiene pessoal, além de aumentar a procura por munições e armamentos

Gabriel Fagundes Publicado em 17/03/2020, às 10h00

O número pela procura de armamentos e munições cresceu na mesma proporção que a preocupação pelo coronavírus nos EUA
O número pela procura de armamentos e munições cresceu na mesma proporção que a preocupação pelo coronavírus nos EUA - Pixabay

Em decorrência de ter conseguido atingir todos os continentes, o coronavírus vem ocasionando grandes preocupações nos cidadãos das regiões afetadas, além de ter sido capaz de aumentar a venda no número de armas em alguns locais. Os norte-americanos, em alguns casos, têm feito filas para conseguirem obtê-las.

Segundo informou o jornal de maior circulação no país, o USA Today, a grande propagação da doença resultou na preocupação dos americanos terem que estocar diversos mantimentos e produtos de higiene pessoal enquanto ficam em estado de quarentena para evitar o contágio. Da mesma forma, muitos deles estão preocupados com a escassez das armas, o que consequentemente tem feito alavancar sua procura.

Ralph Charette, de 71 anos, militar veterano e residente de Germatown, Wisconsin relatou ao jornal que “há tanta incerteza e paranoia, mas você precisa se proteger”, quando na sua cidade notou as prateleiras de supermercados vazias e o ânimo agressivo dos moradores. Algo que é confirmado por Drew Plotkin, de Los Angeles: “as pessoas estão assustadas. Há muito pânico no mundo e as pessoas querem ser protegidas para o pior cenário".

Como efeito desse fator, o mesmo jornal revelou que a demanda por armamentos vem ocorrendo desde fevereiro nas vendas online, onde os moradores buscam suprimentos para seus respectivos equipamentos, medida essa atribuída a apreensão do coronavírus. E Charette é apenas um dos que ilustram isso, pois adquiriu um rifle com munições no último sábado, dia 14, para preservar sua família do medo do covid-19, já que nos EUA o número de pessoas infectadas chegou a 1.678 casos.