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Falso médico que atendia pacientes com coronavírus é detido no litoral paulista

Homem, que não teve sua identidade revelada, atuava há pelo menos um ano utilizando documentos ilegítimos

Penélope Coelho Publicado em 01/06/2020, às 13h00

Imagem ilustrativa de um médico
Imagem ilustrativa de um médico - Divulgação

Depois de investigações da Polícia Civil, um homem foi preso na noite do último domingo, 31, após ser acusado de se passar por médico e chegar a atender pacientes diagnosticados com coronavírus. Segundo as autoridades, o homem atuava no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, litoral de São Paulo.

As apurações da polícia apontam que o falso médico trabalhava no local há um bom tempo, pelo menos um ano. As autoridades chegaram até ele após checarem que havia uma pessoa na casa de saúde usando o nome do doutor Henry Cantor Bernal, o que chamou a atenção foi que o homem que atuava em Praia Grande era negro e o verdadeiro doutor Bernal, é branco — e atualmente trabalha na Colômbia.

O suspeito foi encaminhado para uma delegacia na cidade e se recusou a falar seu verdadeiro nome e o motivo de ter usado uma identidade falsa. O cidadão alegou ter cursado medicina no Paraguai, com ele foram encontrados documentos do verdadeiro doutor Henry.

Documento ilegítimo utilizado por falso médico, na Praia Grande / Crédito: Divulgação

 

Depois de algumas pesquisas, a polícia identificou o boletim de ocorrência registrado por Henry Cantor Bernal, alegando o desaparecimento de seus documentos. Atualmente, o falso médico irá responder por crimes de exercício ilegal de medicina e falsidade ideológica.

Já os representantes do Hospital Municipal Irmã Dulce, afirmaram que o suspeito prestava serviços ao instituto através de uma empresa médica, segundo os diretores do hospital, a empresa já foi acionada para esclarecimento.

Coronavírus em São Paulo

Segundo as últimas informações divulgadas pelas instituições de saúde, o Estado de São Paulo conta com 95.865 mil casos confirmados de pessoas infectadas com o novo coronavírus, as mortes pela doença já somam mais de 6.900 mil.