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No Irã, 44 pessoas morrem após ingerir álcool que seria a "cura" do coronavírus

Os casos de intoxicação alcoólica vem aumentando nos países da República Islâmica nos últimos tempos

Daniela Bazi Publicado em 10/03/2020, às 13h52

Iranianas andando de máscara para a proteção do coronavírus
Iranianas andando de máscara para a proteção do coronavírus - Getty Images

Segundo um balanço divulgado na última terça-feira, 10, 44 pessoas morreram no Irã após ingerirem bebidas alcoólicas adulteradas, com a promessa de que seriam curadas do coronavírus. O país é um dos mais afetados pela doença, com um total de 291 mortes causadas pelo Covid-19.

De acordo com a agência oficial de notícias Irna, os casos de intoxicação por álcool contrabandeado são comuns nos países da República Islâmica, devido a proibição da venda da substância. A província com mais óbitos é a de Juzestão, com 36 pessoas.

Este número é maior que o caso de vítimas do coronavírus, com apenas 18 pacientes na mesma região. Somente na última segunda-feira, um funcionário do hospital local informou a Irna que 218 pessoas foram internadas por estarem intoxicadas pelo álcool.

Ao redor do mundo

Atualmente, a Itália é o país com mais casos da doença, totalizando 7.375 pacientes e 366 mortes, de acordo com informações do Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC). O número de óbitos em todo o mundo já ultrapassa os 4 mil, com a maior parte dos falecimentos acontecendo na China. 

No Brasil, o primeiro caso de coronavírus no estado do Rio Grande do Sul foi confirmado nesta terça-feira, 10, pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul. O paciente é um homem de 60 anos da cidade de Campo Bom, e apresentou os sintomas após voltar da Itália. Ao total, o país contabiliza 31 confirmações de pessoas infectadas pelo novo vírus, e 930 suspeitos, segundo números do Ministério da Saúde.