Coronavírus » São Paulo

Pandemia: SP tem a primeira morte por falta de atendimento em UTI, diz prefeito Bruno Covas

“A gente vê, infelizmente, colapsando o sistema de saúde", declarou Covas em entrevista

Fabio Previdelli Publicado em 18/03/2021, às 10h16

Imagem ilustrativa de um leito hospitalar
Imagem ilustrativa de um leito hospitalar - Pixabay

Na manhã de hoje, 18, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, informou que a cidade registrou a primeira morte de uma pessoa com Covid-19 que não conseguiu um leito em uma UTI. 

"Infelizmente já tivemos o primeiro caso, que aconteceu na zona leste da cidade de São Paulo, uma pessoa falecer sem conseguir atendimento na cidade de São Paulo. A gente vê, infelizmente, colapsando o sistema de saúde", disse à GloboNews. 

Covas ainda informou que a taxa de ocupação das UTIs na capital paulista é de 88%, sendo que ontem, 17, 395 pessoas aguardavam por vagas em leitos.

O prefeito também declarou que hoje deverão ser divulgadas novas restrições para tentar reduzir a sobrecarga em leitos. Uma das alternativas pode ser a antecipação de feriados.  

"Não há nenhum prazer pessoal em fechamento do comércio, em fechamento de parque, em restringir a circulação das pessoas... É uma necessidade que estamos tendo para que a gente possa restringir a circulação, não deixar os leitos chegarem a 100% de ocupação e poder tratar a todos", disse. 

Mais leitos médicos 

Bruno Covas disse que a prefeitura de São Paulo busca alternativas para ampliar a capacidade de leitos da cidade, visto que a quantidade atual é a mesma do pior momento da pandemia no ano passado, sendo que agora não há hospitais de campanha. 

Porém, além disso, o prefeito disse que a ampliação possui um limite e ressaltou a necessidade da população respeitar as medidas de isolamento social.

"A gente não consegue dobrar, triplicar, quadruplicar a quantidade de leitos. É preciso que as pessoas possam respeitar o isolamento social para a gente poder reduzir a taxa de contaminação. Esse é o grande segredo, a grande finalidade das medidas de restrições". 

Caso a população consiga manter os índices de isolamento em mais de 50%, Covas prevê que em 15 dias já será possível notar uma redução em internações e em casos de infecções. "É preciso esse prazo de 15 dias, que os especialistas da Vigilância Sanitária tem apontado, para que a gente consiga reduzir e colocar a curva para baixo e continuar a atender todo mundo aqui na cidade de São Paulo", finalizou.