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Pastor que desdenhou de quarentena morre infectado pelo coronavírus

Contrariando todas as determinações do governo americano, Gerald Glenn dizia ter orgulho de ser “controverso” e declarou que Deus era maior que o vírus

Fabio Previdelli Publicado em 14/04/2020, às 12h11

O pastor Gerald Glenn durante culto
O pastor Gerald Glenn durante culto - Divulgação

Apesar do novo coronavírus já ter vitimado mais de 120 mil pessoas ao redor do mundo, muitos ainda continuam duvidando da real gravidade da pandemia. Uma dessas pessoas era o pastor Gerald Glenn, que afirmou que só pararia de pregar caso estivesse “na prisão ou no hospital”.

Assim como muitos, Glenn não seguiu as orientações do governo americano e manteve abertas as portas de sua igreja. Em 22 de março, por exemplo, a Igreja Evangélica New Deliverance, em Richmond, na Virgínia, o pastor apareceu comandando um culto extremamente lotado.

No entanto, ontem, 13, a morte de Glenn foi confirmada, apenas uma semana após ele testar positivo para o Covid-19 — além do pastor, sua esposa também foi infectada pelo vírus.

Ironicamente, o líder religioso afirmou, semanas antes, que acreditava com todas suas forças de que Deus era maior que o vírus e que tinha orgulho em ser “controverso” por quebrar os protocolos de segurança. O bispo também alegava ser parte da chamada categoria de “trabalho essencial”, afinal, era um pregador e conversava frequentemente com Deus.

Coronavírus nos Estados Unidos

Segundo boletim divulgado às 21h30 de ontem, 13, pela Universidade Johns Hopkins, os Estados Unidos já têm mais de 550.000 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Ao todo, o país também já registrou 23.529 óbitos.