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Variante inédita do novo coronavírus tem origem no Amazonas

Levantamento preliminar da Fiocruz Amazônia apontou que ainda é cedo para se ter certeza se essa nova variante tem um poder maior de transmissão entre as pessoas ou não

Fabio Previdelli Publicado em 12/01/2021, às 14h17

Representação artística de novo coronavírus
Representação artística de novo coronavírus - Pixabay

Segundo levantamento preliminar feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Amazônia, a nova variante do coronavírus encontrada em pacientes japoneses é oriunda do estado do Amazonas. As informações foram repercutidas pelo UOL

As mutações inéditas encontradas no vírus criaram uma provável “linhagem” brasileira. Porém, os cientistas brasileiros ainda alertam que é cedo para se ter certeza se essa nova variante tem um poder maior de transmissão entre as pessoas ou não. 

Segundo os dados levantados, a linhagem B.1.1.28, presente em todo solo brasileiro e com uma intensidade maior na Amazônia, sofreu uma série de mudanças, conforme explica Felipe Naveca, pesquisador da Fiocruz Amazonas. 

“Os japoneses colocaram os dados do sequenciamento no banco de dados internacional, e as amostras colhidas agrupam com as nossas aqui. É o mesmo vírus, mas com muitas mutações”, declarou. 

Atualmente, Manaus passa por uma nova calamidade em seu serviço de saúde em decorrência da segunda onda de casos que causou dezenas de casos e hospitalizações. Os números do estado são maiores e possuem um crescimento mais acelerado se comparado com a primeira fase de infecções.  

Isso fez com que o prefeito David Almeida anunciasse que o sistema público de saúde está novamente em colapso. Para se ter uma dimensão da pandemia por lá, ontem, 11, Manaus registrou o recorde de enterros realizados na cidade: 150 em apenas um dia, sendo 57 deles já confirmados serem de vítimas da Covid-19. 

Sobre a Covid-19 

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.   

De lá pra cá, a doença já infectou mais de 90 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 1.946.248 milhão de mortes, sendo mais de 203 mil delas apenas no Brasil, que está no segundo lugar entre os países onde mais pessoas morrerem por complicações da Covid-19. O primeiro deles é os EUA, com mais de 376 mil.