Testeira

Vivemos uma guerra tecnológica e calculista

O pensamento estratégico tornou-se primordial

Redação Publicado em 21/03/2022, às 16h43

O presidente da Rússia, Vladimir Putin
O presidente da Rússia, Vladimir Putin - Getty Images

O clima de guerra que vivemos nos dias de hoje em muitos aspetos relembra outros tempos, mas existem pequenas nuances e condicionamentos que se vivem muito mais fortemente hoje em dia.

O pensamento estratégico tornou-se primordial uma vez que todos nós somos espetadores atentos e formuladores de opinião e por isso as sanções tornaram-se um mecanismo de ataque.

Começa a ser palpável um clima de grande receio pois a sombra do uso da tecnologia nuclear parece cada vez mais perto e o mundo ainda não esqueceu o rastro de destruição que provoca.

Inclusive, sabemos a amplitude e as consequências para todos os territórios envolventes e não unicamente para os que são atingidos.

Estamos num período da história humana em que a inteligência se torna crucial para desenvolver estratégias que não somente tragam a vitória e a sobrevivência, mas que, de certa maneira, deixem uma opinião consensual na opinião pública.

Vivemos na era da rede social, onde a opinião pública é crucial para se manter no poder. Os líderes não querem pôr seus cargos e partidos políticos em risco. Estão optando por tocar na maior ferida, que é a financeira.

Sem dinheiro não se financia guerra. As sanções financeiras são armas duras para usar em qualquer país mas, contudo, temos de estar conscientes de que a economia mundial é afetada e não apenas as regiões alvo de sanções.

Todos pagarão um preço por esta guerra, inclusive eu e você. Já que o mundo todo sofrerá uma inflação inevitável, tudo por causa da ideologia de um líder corrupto, que está configurado entre os homens mais ricos do mundo, senão o mais rico, Vladimir Putin, que quer deixar seu legado. Justo no momento que rolam boatos de que ele teria um câncer e se apressa para deixar sua estátua como seu ídolo Stalin.


Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, colunista do Aventuras na História é PhD em neurociências, mestre em psicologia, mestre em psicanálise, biólogo, historiador, antropólogo, com formações também em neuropsicologia, neurolinguística, inteligência artificial, neurociência aplicada à aprendizagem, filosofia, jornalismo, programação em python e formação profissional em nutrição clínica - Diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Professor e investigador na Universidad Santander; Membro da SFN - Society for Neuroscience, Membro ativo Redilat.


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