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Há 301 anos morria Barba Negra, o mais icônico pirata da História

Neste dia, em 1718, morria o pirata Edward Teach, que havia cuidadosamente cultivado a imagem de lunático brutal, mas não era nada disso

Paula Lepinski Publicado em 22/11/2019, às 08h00 - Atualizado às 11h00

Barba Negra
Barba Negra - Divulgação/Disney

No dia 22 de novembro de 1718, Barba Negra, possivelmente o maior ícone da era da Pirataria, ia parar no Baú de Davy Jones. Senha pirata para: encontrava o Diabo no fundo do mar.

Ao alvorecer daquele dia, um ataque surpresa da Marinha Real Britânica pegou a tripulação do Adventure desprevenida e desfalcada. Ainda assim, a batalha que se seguiu foi intensa. Os poderosos canhões do navio de Barba Negra mataram cerca de 29 marinheiros ingleses, dois terços das forças ali presentes.

O duelo que se seguiu foi sangrento, e poderia ter terminado bem para os piratas se não fosse a presunção de Barba Negra e a falta de treinamento de sua tripulação.

O número de ferimentos no corpo do capitão do Adventure é um indício do quão bravamente ele lutou: cinco ferimentos de bala e vinte de espada. Mas somente quem estava lá viu isso.

Após a batalha, o corpo de Barba Negra foi arremessado no mar. Já a sua cabeça, foi colocada na proa do navio da Marinha Real Jane para mostrar a todos que um dos maiores piratas daquele tempo estava morto.

A VIDA DE BARBA NEGRA          

A imensa porção de pelos que ocupava a face do inglês Edward Teach não é o único motivo pelo qual ele ficou conhecido como Barba Negra. A fama se espalhou porque, durante os assaltos a navios inimigos, Teach acendia fósforos e pavios na ponta dos cabelos. Seu rosto, iluminado pelas chamas, aparecia como uma imagem demoníaca que ficava para sempre cravada na memória dos inimigos. Por essa e outras táticas, era considerado um especialista em terror psicológico.

Ele espalhou o terror pelos mares no início do século XVIII com o seu navio Queen Anne’s Revenge, depois rebatizado de Adventure, equipado com 40 canhões. Apesar de receber a fama de ser sanguinário e tirânico, algo que ele mesmo alimentava, era um líder calculista que usava a força somente quando julgava necessário. Não há conhecimento de nenhum prisioneiro que ele feriu, torturou ou assassinou.

Astuto, era próximo de marinheiros ou piratas, mas tratava de ficar amigo das autoridades dos lugares por onde passava. Dava-lhes presentes ou comissões pelos produtos saqueados, envolvendo-os num sedutor esquema de corrupção.

 Foi assim, por exemplo, que o governador da Carolina do Norte, Charles Eden, lhe presenteou com um navio quando Teach estava prestes a perder a autorização para navegar. Eden ainda deu-lhe provisões e o casou com uma garota de 16 anos, sua 14ª esposa.

Estima-se que Barba Negra tinha entre 35 e 40 anos quando foi morto pelo tenente Robert Maynard e seus homens da Marinha Real Britânica. Hoje, suas façanhas tornaram-se folclore, inspirando contos, livros e filmes.


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Breve História dos Piratas, Silvia Miguens (2013)

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Piratas no Brasil: As incríveis histórias dos ladrões dos mares que pilharam nosso litoral, Jean Marcel Carvalho França (2014)

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Barbarossa: o Almirante do Sultão, Pirata e Construtor de um Império, Ernle Bradford (2013)

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