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Da tumba de Tutancâmon a múmia de Ramsés II: 5 descobertas impressionantes do Egito Antigo

Confira os mistérios revelados a partir de descobertas feitas do Antigo Egito

Giovanna de Matteo Publicado em 04/10/2020, às 09h00

Sarcófago de Tutancâmon (à esqu.) e múmia de Ramsés II (à dir.)
Sarcófago de Tutancâmon (à esqu.) e múmia de Ramsés II (à dir.) - Divulgação

A civilização que percorreu as margens do Nilo na antiguidade representa uma das mais fascinantes e curiosas sociedades da história: O Egito Antigo.

Seus vestígios são explorados incansavelmente por estudiosos ao redor do mundo, e por turistas são apreciadas os seus enormes feitos. Pirâmides, tumbas e múmias, rainhas e faraós e templos sagrados, e muito outros mistérios marcaram a história dessa sociedade antiga.

Pensando nisso, o site Aventuras na História separou cinco descobertas egípcias para adentrar o passado do país. Veja abaixo.

1. Tumba de Tutancâmon

Carter próximo ao sarcófago de ouro de Tutancâmon / Crédito: Getty Images

 

A tumba de Tut foi encontrada em 26 de novembro de 1922 pelo arqueólogo inglês Howard Carter. Diferente das outras 62 tumbas ao seu redor, construídas no Vale dos Reis, a de Tutancâmon era a única sem apresentar violações.

Ela estava escondida sob a tumba de Ramsés, desse modo, ficou protegida dos ladrões e saqueadores durante todos os anos anteriores. Sua múmia estava incrivelmente intacta e dentro de seu sarcófago foi descoberto um tesouro contendo 5.398 objetos valiosos: o jovem levou consigo carros de guerra, perfumes, estátuas guardiãs, remos de barcos e mais de 700 itens que revelavam o cotidiano da realeza egípcia.

De tão famosa, a descoberta originou a insólita maldição do Faraó Tutancâmon. 

2. A múmia de Ramsés II

A múmia de Ramsés II / Domínio Público

 

Ramsés II, conhecido como O Grande, teve seu governo marcado pelo poder militar e prosperidade econômica, atuando como terceiro faraó da 19ª Dinastia do Egito Antigo.

Ele faleceu em 1214 a.C, e foi enterrado em um túmulo no Vale dos Reis, nomeado por arqueólogos de KV7. A tumba feita para ele é muito maior que a de seu pai, o faraó Seti I, no entanto, era bem mais simples.

Para a surpresa dos pesquisadores, o seu corpo mumificado foi encontrado em outro lugar, tendo sido colocado na enorme tumba Deir el Bahri, local onde fica a necrópole de Tebas, durante a 21ª Dinastia do Egito Antigo.

Lá ainda foram encontrados outros restos mortais de faraós importantes como: Amósis I, Tutmés I, Tutmés II, Seti I, Ramsés I, Ramsés IX e Amenófis I, por exemplo, totalizando pelo menos 50 múmias.

3. A máscara de Psusennes I

Máscara mortuária de Psusennes I / Wikimedia Commons

 

Era 1940 quando a Segunda Guerra Mundial chegou ao Egito. No mesmo ano, o arqueólogo Pierre Montet explorava o Sítio Arqueológico de Tanis, que alguns meses depois seria fechado devido a intensificação da guerra.

Diante de tantas descobertas, a máscara do faraó Psusennes I foi um de seus principais achados. Produzida com ouro e lápis-lazúli, foi revelada encoberta por um caixão feito inteiramente de prata, que na época valia mais do que o próprio ouro. A múmia estava intacta, para a felicidade do estudioso.

A tumba foi localizada próxima à foz do Rio Nilo, região em que as águas não ajudaram na preservação de alguns dos objetos que foram sepultados com ele, prejudicando a descoberta.

4. Restos mortais da Rainha Nefertari

Par de joelhos da rainha Nefertari / Divulgação / Habicht et al

 

Nefertari reinou ao lado de seu marido Ramsés II, e é conhecida como uma das mulheres mais poderosas do Egito Antigo durante o século 13 a.C. , participando ativamente da política durante todo seu governo. 

No início do século 20 foi descoberto o templo da rainha Nefertari. Entretanto, ao abrirem a sua tumba, não acharam o corpo, a não ser por um par de joelhos mumificados, porém já um pouco danificados.

Para descobrirem sua identidade, foram feitas diversos estudos aprofundados que contou com análises químicas e datações de carbono. A pesquisa confirmou que havia participado de rituais que geralmente eram utilizados para mumificação da realeza do Egito Antigo.

Segundo os arqueólogos, a rainha teria sido enterrada ao lado de suas joias, que destacavam a sua cabeça e os seus braços. Tal fato contribuiu para que a múmia fosse deteriorada durante os processos de roubo ao longo dos anos.

5. Imagem rara do Deus Sol do Egito em sarcófago

Imagem de Rá no sarcófago - Divulgação / Universidade de Harvard

 

Ao abrir um sarcófago de 3.000 anos do Egito, três pesquisadores descobriram uma variação da imagem do deus Ra-Horakhty, fato muito incomum durante mumificações. O desenho estava escurecido por uma camada de alcatrão.

Os restos foram analisados, sendo possível descobrir que pertencia a um porteiro do templo de Amon-Ra, que se chamava Ankh-khonsu. Ele também contava com uma inscrição que dizia: “Ra-Horakhty, o grande Deus, Senhor do Céu".

O estudo contou com uma equipe de especialistas para a conservação e digitalização do artefato. Foi divulgado pela Universidade de Harvard que o local em que Ankh-khonsu foi encontrado data da 22ª Dinastia.


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