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5 coisas que você deveria saber sobre Cleópatra, a rainha do Nilo

A maior faraó do Egito Antigo é protagonista de histórias quase cinematográficas e guarda segredos que ainda não foram solucionados

Isabela Barreiros Publicado em 03/12/2020, às 08h00

Elizabeth Taylor como Cleópatra
Elizabeth Taylor como Cleópatra - Divulgação

Cleópatra com certeza é uma das figuras mais conhecidas da história. Por sua capacidade de governar o Egito Antigo e inteligência notável, ela se tornou uma personagem histórica para a qual muitos se voltam para entender mais sobre as dinâmicas dos faraós do passado.

Devido a sua importância, que permanece até os dias de hoje, a Aventuras na História separou 5 fatos que você deveria saber sobre a icônica líder. Do fato de ela não ser egípcia, como se pode imaginar, até seus casamentos incestuosos, entenda mais sobre Cleópatra

1. Nacionalidade e cor da pele

Um tetradracma de prata de Cleópatra cunhado em Ascalão, Israel / Crédito: Wikimedia Commons

 

Por mais que a faraó tenha sido representada por Elizabeth Taylor nos cinemas, não quer dizer que ela de fato tinha uma aparência similar à da atriz anglo-americana. A cor da pele de Cleópatra é, até hoje, uma questão em aberto entre pesquisadores, que se voltam para a origem da governante para buscar respostas.

Pelo que se sabe, a rainha não era nem ao menos egípcia como se pode imaginar. O sangue da mulher era uma mistura entre persa, macedônio e grego, e o último por si só já era miscigenado por si próprio. Ela, de fato, nasceu Alexandria, também, terra de Alexandre, O Grande.


2. Fruto de incesto e casamentos incestuosos

O incesto era uma prática comum no Egito Antigo, essencialmente entre as famílias faraônicas. O intuito da prática era fazer com que o poder permanecesse com uma mesma linhagem e a própria Cleópatra foi fruto de um casamento incestuoso, sendo filha do faraó Ptolemeu XII e sua meia-irmã, Cleópatra V Trifen

Ela não quebrou com a tradição estabelecida na época: casou-se com dois de seus próprios irmãos, centralizando o governo em apenas sua família. A rainha uniu-se primeiro a Ptolomeu XIII, de apenas 10 anos, e depois Ptolomeu XIV, de 13 anos de idade, para poder continuar governando o Egito.


3. Matou os irmãos

Esses casamentos terminaram de forma drástica: o primeiro, por exemplo, acabou devido às disputas entre os dois irmãos pelo trono. Iniciou-se uma guerra civil, que apenas terminou devido à ajuda de Júlio César à faraó. Mas para Ptolomeu XIII, a coisa foi ainda pior, pois ele foi morto afogado no rio Nilo.

Sobre o segundo relacionamento, existe uma teoria de que Cleópatra teria o assassinado após uma longa disputa pelo poder. Pelo que se sabe, ela queria fazer um dos filhos que teve com Júlio César seu co-governante no governo do Egito Antigo.


4. Filho com Júlio César

Imagem de Cleópatra e Cesarião no Templo de Hathor, no Egito / Créditos: Getty Images

 

O relacionamento de Cleópatra com Júlio César é um dos mais conhecidos da história. Dessa união, veio Ptolomeu XV Philopator Philometor César, mais conhecido como Cesarião, que nasceu em 47 a.C e foi o último soberano da dinastia Ptolomaica no Egito Antigo. 

Mesmo que carregasse o nome de seu pai, ele nunca foi reconhecido como tal por Júlio César. A faraó passou muito tempo afirmando a paternidade do filho, mas não adiantou muita coisa: ele teria apenas permitido o uso do nome. Ele seria o único filho biológico do general romano.


5. Causa da morte

Pintura representando morte de Cleópatra por mordida de cobra / Crédito: Wikimedia Commons

 

Como a maioria das figuras históricas mais famosas, uma narrativa digna de filme foi criada para a morte da faraó. A lenda diz que Cleópatra foi picada por uma serpente e morreu ao lado de seu marido, Marco Antônio, cometendo suicídio juntos após serem encurralados pelo exército do Imperador Otávio, em Alexandria.

É difícil afirmar como a faraó morreu de fato. Ainda assim, pesquisadores apontam que é muito provável que ela tenha se espetado com um alfinete com um veneno letal, que estava escondido no seu pente de cabelo. Acredita-se que a substância era uma mistura de  acônito, uma planta tóxica, cicuta e ópio.


+Saiba mais sobre a última faraó do Egito através de importantes obras

Antônio e Cleópatra: A história dos amantes mais famosos da Antiguidade, Adrian Goldsworthy, 2018 - https://amzn.to/2Bi2zqc

As memórias de Cleópatra: A filha de ÍsisMargaret George, 2002 - https://amzn.to/2Mi3xcl

Cleópatra: A rainha do Egito, Clint Twist, 2013 - https://amzn.to/2OUIoqq

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