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Um tiro no escuro: a inacreditável morte de Terry Kath

Dono de uma carreira brilhante e em ascensão, o artista encontrou seu fim de forma precoce e inesperada aos 31 anos

Pamela Malva Publicado em 27/04/2020, às 13h00

Terry Alan Kath, o vocalista e guitarrista da banda Chicago
Terry Alan Kath, o vocalista e guitarrista da banda Chicago - Divulgação

O universo da música está repleto de artistas brilhantes que, em algum momento de suas carreiras, se perderam no mundo da fama. São dezenas de nomes que marcaram diversas gerações, mas que não sobreviveram para ver seu sucesso decolar.

De Amy Winehouse a Michael Jackson, os amantes da música entram em luto sempre que um grande artista dá seu último suspiro. Seja pelas drogas ou por atitudes inconsequentes, a cultura mundial já perdeu grandes expoentes.

Esse foi o caso de Terry Alan Kath, um jovem de 31 anos que disse suas últimas palavras durante uma brincadeira perigosa e irreverente. Vocalista e guitarrista na banda de rock Chicago, ele deixou um enorme legado para trás.

Terry Kath o jovem artista / Crédito: Wikimedia Commons

Um compositor frustrado

Terry Kath era um daqueles compositores mal compreendidos que tinham tudo em suas músicas, mas não tinham a oportunidade para mostrar suas criações. Dono de cabelos loiros e um ótimo gosto musical, ele sentia que nasceu para os palcos.

Natural de Chicago, Illinois, o jovem já nasceu em uma família musical, em janeiro de 1946. Seu irmão tocava bateria e sua mãe era ótima com o banjo. Assim, era natural que o pequeno Terry quisesse aprender tais instrumentos também.

O garoto, no entanto, mostrou um enorme dom para a guitarra e para alguns vocais que só ele conseguia fazer. Desde muito novo, aprendeu sozinho a tocar e, com seu amplificador, se apaixonou pelos acordes usados no rock.

Inspirado por artistas como Eric Clapton e Jimi Hendrix, o jovem Terry passou por diversos grupos musicais até fundar a banda de rock Chicago Transit Authority. Ao lado dos colegas, o cantor abreviou o nome do grupo para Chicago, em 1969.

Artista em ascensão

Durante anos, Terry foi um dos responsáveis pelas músicas no repertório da Chicago. Uma de suas maiores criações, inclusive, foi incluída no primeiro álbum da banda. Chamada de Introduction, a faixa era composta por acordes de jazz, blues, salsa, rock e pop — uma produção tão eclética quanto o compositor.

Por essa e muitas outras criações do artista, ele ficou conhecido como o cantor que compunha, mas que nunca recebeu o reconhecimento que merecia. Por diversas vezes, outros cantores diziam que Terry tinha de liderar a banda, e não ser apenas mais um dos membros que a compunha.

Ainda assim, o vocalista se manteve nas paradas o quanto pôde e, com isso, criou diversos solos de guitarra nunca visto antes em bandas semelhantes a Chicago. Mas, assim como diversos outros artistas, Terry começou a decair.

Um fim premeditado

Segundo seus colegas de banda, Terry estava cada vez mais infeliz com sua vida e com sua carreira, apesar do desenvolvimento da Chicago. Ele tinha problemas com álcool, sem contar o histórico com drogas.

O compositor, claro, nunca parou de criar suas canções, mas também não se sentia tão bem quanto antes. Terry, entretanto, nunca foi suicida. Por mais triste que estivesse, ele nunca pensou em atentar contra a própria vida.

Em 1978, todavia, o artista começou a ter um comportamento que, de fato, colocava sua vida e a de outros em risco. Naquela época, o animado e criativo guitarrista tinha uma paixão irredutível por armas. Ele sempre andava com revólveres e adorava atirar.

Terry (ao meio) junto de sua banda Chicago / Crédito: Divulgação

 

O fim da linha

Dessa forma, cômico e inconsequente, Terry fez uma brincadeira fatal, no dia 23 de janeiro de 1978. Enquanto girava seu revólver calibre 38 no dedo, o compositor escutou seus amigos pedindo que parasse. Mas não o fez.

Pelo contrário, ao ver o olhar assustado de seus colegas, ele apontou a arma para sua têmpora e apertou o gatilho. Um suspiro de alívio pôde ser ouvido. A arma não estava carregada. Só que Terry não estava nem próximo de terminar a brincadeira.

Com uma segunda arma de fogo, uma pistola semi-automática de 9 mm, o cantor virou em direção aos seus amigos e disse: "Não se preocupe com isso... Veja, o clipe nem está nele". Foram suas últimas palavras.

Terry caiu no chão, desacordado, instantaneamente morto por uma arma que ele não sabia estar carregada. O tiro acidental, causado pelo próprio artista, tirou sua vida oito dias antes de seu aniversário de 32 anos.

Os membros da Chicago ficaram devastados pela morte do vocalista e pensaram em acabar com a banda, mas foram desmotivados por seu diretor. Terry, por sua vez, deixou amigos, palavras e sentimentos para trás, junto com sua carreira promissora.


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