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Após pressão da ONU, Israel fornecerá 5.000 vacinas para equipes médicas de palestinos

Até o momento, país já vacinou um terço de sua população. Porém, a imunização ainda não começou na Faixa de Gaza e na Cisjordânia

Fabio Previdelli Publicado em 01/02/2021, às 10h10

Imagem meramente ilustrativa de pessoa sendo vacinada
Imagem meramente ilustrativa de pessoa sendo vacinada - Pixabay

De acordo com o informado pelo ministério de Defesa de Israel no último domingo, 31, o país fornecerá 5.000 doses de vacinas contra o novo coronavírus a profissionais de saúde palestinos que atuam na Cisjordânia ocupada. O ato foi confirmado após pressão da ONU. As informações são do UOL

Em entrevista à AFP, um porta-voz do ministério declarou que: “Confirmo que vamos fornecer 5.000 vacinas para as equipes médicas da Autoridade Palestina”, explicando que as doses serão retiradas das reservas israelenses. 

Desde quando começou a vacinar sua população, em dezembro passado, Israel já imunizou um terço de sua população, cerca de três milhões de habitantes, segundo dados das autoridades do país. No entanto, a vacinação ainda não começou na Faixa de Gaza — território palestino que está sob controle do Hamas — e na Cisjordânia, ocupada pela sede da Autoridade Palestina.  

Na semana passada, Tor Wennesland, novo coordenador da ONU para o Oriente Médio, pediu para que Israel facilitasse a vacinação dos palestinos contra a Covid-19, seguindo com “as obrigações de Israel sob o direito internacional”. 

A vacinação de palestinos já começou em Jerusalém Oriental, a parte oriental da cidade sagrada ocupada e anexada por Israel em 1967. Além disso, a Autoridade Palestina firmou contrato para comprar doses da vacina Sputnik V que cobririam 70% dos habitantes de Gaza e da Cisjordânia. O primeiro lote deve chegar nos próximos dias.