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Coronavírus: presidente das Filipinas autoriza execução de pessoas que desrespeitarem isolamento

Durante transmissão ao vivo, Rodrigo Duterte também afirmou que profissionais de saúde “têm sorte de morrer pelo país”.

Paola Churchill Publicado em 02/04/2020, às 11h26

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte
O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte - Wikimedia Commons

Durante transmissão ao vivo, o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, afirmou ter autorizado tropas policiais e militares a disparar contra os cidadãos que não respeitaram as medidas de isolamento para a contenção do coronavírus.

No episódio que causou polêmica, Duterte relatou que a medida tinha como objetivo reforçar a seriedade da pandemia que está assolando o país.

"Está ficando cada vez pior. Por isso, eu aviso vocês para a seriedade do problema e vocês devem ouvir. Não hesitarei. As minhas ordens para a polícia e para os militares são que, se houver problemas e se houver uma ocasião em que tenham de ripostar e as suas vidas estejam em perigo, os matem a tiros. Você entendeu? Mortos ao invés de causar problemas. Vou enterrar vocês” dispara o político.

O presidente não foi bem recebido por seu discurso e ele recebeu diversas críticas após seu pronunciamento. Ele ainda afirma que médicos e enfermeiros “têm sorte de morrer pelo país” ao falar do trabalho deles. O país divulgou que 12 profissionais de saúde já morrerem em consequência do covid-19.

Após o pronunciamento de Duterte, o chefe de polícia nacional informou que os oficiais entendem a fala do presidente como uma forma de alertar a população para o estado caótico da situação, mas, que ninguém será baleado.

Até o momento, a Associação Médica das Filipinas divulgou que o país já têm 2.311 casos confirmados do novo coronavírus e 96 mortes por conta do vírus.