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Variante amazonense da Covid-19 tem o dobro de carga viral, sugere estudo

Realizada pelo Instituto Leônidas & Maria Deane, a análise pode explicar o motivo da P1 ser mais transmissível que outras cepas

Pamela Malva Publicado em 27/02/2021, às 15h30

Imagem meramente ilustrativa de laboratório
Imagem meramente ilustrativa de laboratório - Divulgação/Pixabay

Especialistas da Fiocruz Amazônia já afirmaram que a variante P1 do Coronavírus, vinda de Manaus, é mais transmissível que as demais. Uma nova análise, todavia, provou que tal cepa tem, pelo menos, o dobro de carga viral em comparação com outras mutações.

Segundo a CNN, tal pesquisa foi realizada através de 500 amostras coletadas pelo novo teste RT-PCR. Nesse sentido, seus resultados podem trazer uma justificativa para o alto grau de contágio da variação da Covid-19 que teve origem no Amazonas.

De acordo com o responsável pelo estudo, o pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), os resultados são bastante contundentes. Isso porque, em todos os recortes feitos por sua equipe, o padrão sempre se repetiu — fosse em grupos do mesmo gênero ou da mesma faixa etária.

Implementado recentemente na luta contra o Coronavírus, o novo RT-PCR agilizou a realização dos exames em brasileiros. “Esse teste surgiu para sabermos se é a cepa brasileira, da África do Sul ou do Reino Unido, porque as três têm uma mutação em comum e são apontadas como variantes de preocupação”, explicou Felipe, por fim.