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Nos bastidores: 5 casais de cinema que tiveram uma perturbadora química

Se você é daqueles que se apaixonou ou quis muito se apaixonar por causa da química incrível dos casais das telonas, pense novamente

Coluna - Daniel Bydlowski, cineasta Publicado em 14/06/2021, às 14h15

Cena de Dirty Dancing (1987)
Cena de Dirty Dancing (1987) - Vestron Pictures

Se a química impecável dos casais do cinema já te fez ter vontade de namorar, pense novamente! Não é bem uma questão de energia, e sim de interpretação, qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.

Então, tragam o Oscar para esses atores, pois nas telas eles foram tão sensacionais que não só inspiraram milhares de pessoas, como também permearam os sonhos de tantas outras em busca do romance perfeito.

1. Patrick Swayze e Jennifer Grey - Dirty Dancing

Este já é um clássico e certamente faz parte da sua lista de decepções amorosas. Lançado em 1987, o longa que conta a história da jovem Baby, interpretada por Jennifer Grey e o instrutor de dança, Johnny, Patrick Swayse.

Foi um marco na história do cinema romântico. Mas apesar de demonstrarem uma química impressionante entre os personagens, fora do set era um pouco diferente.

Patrick disse em sua autobiografia que Jennifer era mimada e imatura, não aceitava críticas e por isso os fazia repetir as cenas diversas vezes. Então, quer dizer que os treinos para a marcante dança de The time of my life, na verdade foram maçantes? Pois é.

No entanto, um ano após Swayse falecer, Grey se emocionou ao dançar a valsa vienense "Otis Redding These Arms of Mine” no programa “Dancing with the stars”.  Essa foi uma das músicas presentes no longa de 1987.

2. Marylin Monroe e Toni Curtis – Quanto mais quente melhor

Bom, neste caso o nome do filme pode se tornar ambíguo, para a briga ou fakenews. Antes do longa, a musa de todos os tempos, Marylin se envolveu romanticamente com Toni, em 1948, mas o final não foi feliz, com a falsa promessa de um casamento que nunca aconteceu. Como todos os outros relacionamentos da atriz, infelizmente.

Toni Curtis disse posteriormente que gravar algumas cenas com Monroe foi como “beijar Hitler”. No entanto, anos depois ressaltou que a frase foi tirada de contexto e que na verdade foi uma ironia. Quando questionado como era beijar Marylin ele teria respondido “é como beijar, Hitler, o que você acha? Que pergunta mais estúpida!”.

Ainda, em suas memórias, o ator afirmou que os dois tiveram um caso durante as filmagens de “Quanto mais quente melhor”, em 1958, enquanto ainda eram casados, mas foi instruído a ficar longe dela.

E que Marylin continuava abalada emocionalmente e passou a cobrá-lo cada vez mais pela antiga promessa de compromisso, mas que ele simplesmente não iria cumprir. Depois, Curtis soube que ela havia sofrido um aborto espontâneo.

3. Sophia Loren e Marlon Brando - A Condessa de Hong Kong

No filme que foi a última comédia dirigida por Charles Chaplin, em 1967, e também o considerado o pior, Shopia deveria seduzir o diplomata milionário interpretado por Brando.

O problema é que além do galã ficar marcado por seu enorme ego e má vontade em trabalhar no longa, a atriz italiana escreveu em sua autobiografia que ele tentou apalpá-la durante as filmagens. Segundo ela, depois de um aviso, ele não ousou a repetir o ato, no entanto foi difícil continuar o trabalho. Em outras ocasiões, Sophia ressaltou o talento de Brando para o cinema.

4. Humphrey Bogart e Audrey Hepburn – Sabrina

O filme de 1954, Sabrina, foi um marco para o cinema romântico. Cenário de Paris, uma trilha sonora encantadora, roteiro cativante e a bonequinha de luxo, Audrey Hepburn, como personagem principal.

Mas parece que nem todos concordavam com isso, seu colega de set, Humphrey Bogart, o playboy que a corteja no longa não só demonstrou desgosto por trabalhar ao lado de Hepburn como também tentou substituí-la, sem sucesso, por Lauren Bacall durante as gravações. Quando questionado como foi contracenar com a atriz, ele respondeu que bom se você não se importasse em gravar a mesma cena por 20 vezes.

5. Danes e Leonardo Di Caprio – Romeu e Julieta

Na época em que qualquer garota gostaria de estar na pele de Claire Danes, especialmente como a maior personificação de amor já escrita, a atriz que interpretou a Julieta no cinema, em 1996, preferia mesmo era estar longe de Romeu.

Sim, mesmo com a história de amor mais linda do mundo, gravada e roteirizada para modernidade, não teve jeito para este casal. Claire à época com 16 anos e Leonardo com 22 não foram compatíveis, ela o achou imaturo demais e os dois mal se falaram durante toda a filmagem do longa.

E por pura curiosidade, querem conhecer um dueto que não era um par romântico, mas se odiavam?

Kenny Baker e Anthony Daniels – Star Wars

R2D2 e C3PO. Droides ou humanos, se há relacionamento, há sentimentos e neste caso, bem, digamos que espaço poderia ficar pequeno para esses dois! Os atores do dueto mais icônico da galáxia precisavam mesmo era de “uma nova esperança”.


Sobre o cineasta

O cineasta brasileiro Daniel Bydlowski é membro do Directors Guild of America e artista de realidade virtual. Faz parte do júri de festivais internacionais de cinema e pesquisa temas relacionados às novas tecnologias de mídia, como a realidade virtual e o future do cinema. Daniel também tenta conscientizar as pessoas com questões sociais ligadas à saúde, educação e bullying nas escolas. É mestre pela University of Southern California (USC), considerada a melhor faculdade de cinema dos Estados Unidos. Atualmente, cursa doutorado na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos. Recentemente, seu filme Bullies foi premiado em NewPort Beach como melhor curta infantil, no Comic-Con recebeu 2 prêmios: melhor filme fantasia e prêmio especial do júri. O Ticket for Success, também do cineasta, foi selecionado no Animamundi e ganhou de melhor curta internacional pelo Moondance International Film Festival.