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O Telefone Preto: Você realmente quer saber quem ligou?

Novo suspense sobrenatural de Scott Derrickson, baseado em conto de Joe Hill, filho de Stephen King, promete ser o "mais assustador do ano"

Daniel Bydlowski, cineasta Publicado em 16/07/2022, às 13h34

Cena do filme 'O Telefone Preto' - Divulgação/ Universal Pictures
Cena do filme 'O Telefone Preto' - Divulgação/ Universal Pictures

Se suspense com muita tensão é o que te agrada, prepare-se para o longa que promete ser o filme mais assustador do ano. Apesar de ‘O telefone Preto’, de Scott Derrickson, diretor de ‘A entidade’ (2012) — filme eleito o mais assustador de todos os tempos — e ‘O exorcismo de Emily Rose’ (2005) revisitar elementos bastante conhecidos em histórias do gênero, o longa de 2022 é surpreendente.

Baseado no conto original de Joe Hill, escritor e filho de ninguém menos que o lendário Stephen King, o filme tem um elenco e produção de sucesso. O roteiro é co-assinado por Robert Cargil, responsável por ‘Doutor Estranho’, produção da Blumhouse Productions, conhecida por seus projetos enxutos, porém eficazes. 

Os atores Ethan Hawke e Mason Thames, fazem parte da história que apresenta o drama de um garoto de 13 anos, sequestrado por um assassino de crianças, The Grabber, que arrebata meninos adolescentes em plena luz do dia.

Nostálgico em suas cores e fotografias, Derrickson traz à tona um subúrbio dos anos 70 corrompido pelo horror de brigas, violência, bullying e da van preta que circula pelas ruas. Após ser sequestrado, Finney é mantido preso em um porão à prova de som. 

Tudo que o garoto consegue ver é um telefone preto desconectado. No entanto, sua esperança está justamente neste fio que misteriosamente o conecta as vítimas anteriores do criminoso em uma missão de sobrevivência.

Determinadas a impedir que Finney tenha o mesmo fim que elas, as vítimas ajudarão ele e sua corajosa irmã, Gwen, que possui habilidades de clarividência, interpretada por Madeleine McGraw, a fugir de mais um cenário tenebroso. É justamente a história que caminha paralelamente ao sequestro que torna o filme singular.

Criados pelo pai abusivo e alcoólatra, essas duas crianças terão que sobreviver a todos os desafios ancorados a uma rede de apoio infantil, ainda que em um perverso universo de adultos.

Além do roteiro muito bem costurado com a direção que proporcionam momentos chocantes e bastante assustadores, as atuações de Hawke e Mason merecem destaque. Com suas sinistras máscaras, olhares marcantes e jogadas corporais, que me lembram um pouco a incrível atuação de Joaquin Phoenix em 'O Coringa', de 2019, Hawke consegue entregar muito além do que a violência desenfreada de seu personagem. 

Com uma vilania imprevisível, Grabber demonstra um comportamento sugestivo a regressão de idade, visto em criminosos que passam por traumas na infância e são transpassados ao telespectador por nuances da atuação do ator.

Cena do filme 'O Telefone Preto'/ Crédito: Divulgação/ Universal Pictures

Mason como Finney é um convite ao melhor do suspense. Todas as formas com que o ator demonstra suas intensas mudanças de emoções, que vão de medo a comédia juvenil, são o completo desenvolvimento de um personagem que o fará tremer.

Em menos de três semanas de sua estreia, o longa já arrecadou cerca de US$ 100 milhões nas bilheterias mundiais e tem estreia prometida no Brasil para dia 21 de julho.


Sobre o cineasta

O cineasta brasileiro Daniel Bydlowski é membro do Directors Guild of America e artista de realidade virtual. Faz parte do júri de festivais internacionais de cinema e pesquisa temas relacionados às novas tecnologias de mídia, como a realidade virtual e o future do cinema. Daniel também tenta conscientizar as pessoas com questões sociais ligadas à saúde, educação e bullying nas escolas. É mestre pela University of Southern California (USC), considerada a melhor faculdade de cinema dos Estados Unidos.

Atualmente, cursa doutorado na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos. Recentemente, seu filme Bullies foi premiado em NewPort Beach como melhor curta infantil, no Comic-Con recebeu 2 prêmios: melhor filme fantasia e prêmio especial do júri. O Ticket for Success, também do cineasta, foi selecionado no Animamundi e ganhou de melhor curta internacional pelo Moondance International Film Festival.