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Desventuras / Di Cavalcanti

A restauração que vai devolver as cores de importantes obras de Di Cavalcanti

Os murais 'Samba' e 'Carnaval', de Di Cavalcanti, estão entre as primeiras obras modernistas do Brasil

Éric Moreira, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 26/10/2022, às 12h13 - Atualizado em 08/11/2022, às 14h28

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Os murais 'Samba' e 'Carnaval', de Di Cavalcanti, que passam por processo de restauração - Divulgação/Funarj/Paulo Cavassani
Os murais 'Samba' e 'Carnaval', de Di Cavalcanti, que passam por processo de restauração - Divulgação/Funarj/Paulo Cavassani

O pintor Emiliano Di Cavalcanti, falecido em 1976 no Rio de Janeiro, foi um dos maiores artistas brasileiros, sendo responsável também por importante participação em movimentos artísticos pioneiros e nacionais.

Tendo isso em mente, se faz extremamente necessário que suas obras sejam para sempre preservadas e restauradas, visto também que a arte é um importante fator para a construção da identidade de um grupo.

Por isso, os painéis 'Samba' e 'Carnaval' — considerados os primeiros murais modernistas brasileiros —, que ocupam as paredes do Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, estão atualmente em processo de restauração. A ação, que deve ser finalizada até dezembro, tem como objetivo principal restaurar as cores originais das pinturas.

Murais 'Samba' e 'Carnaval', de Di Cavalcanti
Murais 'Samba' e 'Carnaval', de Di Cavalcanti / Crédito: Divulgação/Funarj/Paulo Cavassani

A equipe de restauradores é liderada pelo professor da Escola de Belas-Artes da UFRJ, Edson Motta Júnior, e formada por outros dez restauradores, quatro estagiários e a colaboração de três professores especializados em análises de obras de arte.

Já os recursos usados para as restaurações são da própria Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), responsável por manter o Teatro João Caetano, como informado pelo g1.

Encontramos os painéis bastante deteriorados, com lacunas de perda de tinta durante os anos. Ao longo do tempo, os painéis sofreram muitos danos. E, aos pouquinhos, eles foram perdendo lacunas de tinta. Algumas foram restauradas e nem sempre elas foram perfeitas. E são 80, 90 anos de sujeira, pois elas estão em um centro urbano. O restauro se resumiu à consolidação da tinta e a limpeza da pintura", explicou o professor Edson Motta.
Registro do processo de restauração dos murais de Di Cavalcanti
Registro do processo de restauração dos murais de Di Cavalcanti / Crédito: Divulgação/Funarj

As pinturas, por sua vez, possuem cerca de 5,5 metros de altura, por 4,5 metros de comprimento, e foram inauguradas justamente no edifício onde se localiza o teatro, no começo da década de 1930.

Mensagem

O trabalho foi feito com tintas a óleo, e carregava também uma temática não muito popular na época: uma identificação do povo brasileiro fora dos padrões europeus.

"Di Cavalcanti era um revolucionário artístico, era um homem moderníssimo para a época, que está fazendo, dentro de um teatro art déco, em uma cidade que pretendia ser uma sucursal de Paris, uma obra avançadíssima para a época, com referências fauvistas e uma temática totalmente nacionalista", aponta o professor Edson Motta.

Se você olhar os painéis, não tem uma pessoa de raça branca. São pessoas miscigenadas, não brancas. Isso, em um Rio de Janeiro que pretendia ser europeu, era muito avançado montar um painel que fosse de temática popular, como é ‘Carnaval’ e ‘Samba’", acrescenta.

Eizabeth Di Cavalcanti Veiga, filha do artista, destaca que os painéis são importantes para promover uma reflexão sobre a identidade brasileira: "Acho que Di Cavalcanti é fundamental para que nós possamos rever onde nascemos e como nascemos e haver a identificação do povo, principalmente as crianças", destaca.

A imperatriz fitness!

Lançada pela Netflix no último mês, a série 'A Imperatriz', mistura ficção e realidade ao falar sobre a saga de Sissi, imperatriz da Baviera que entrou para a História. No podcast 'Desventuras', o professor de História Vítor Soares relembra a saga da imperatriz. 

Confira abaixo!