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Alexei Navalny é detido ao retornar para Rússia

O homem conhecido por ser o principal opositor do atual governo russo, passou meses na Alemanha após ser envenenado

Penélope Coelho Publicado em 18/01/2021, às 09h27

Foto de Alexei Navalny
Foto de Alexei Navalny - Wikimedia Commons

De acordo com informações da agência de notícias AFP publicadas no último domingo, 17, pelo G1, Alexei Navalny — conhecido por atuar em oposição contra o governo da Rússia — foi preso ao retornar para seu país de origem.

Segundo repercutido pela reportagem, o homem foi detido pela polícia local assim que chegou ao aeroporto de Sheremetievo, em Moscou.

A prisão de Navalny foi confirmada pelo serviço prisional russo (FSIN), que afirmou em nota que o opositor de 44 anos deve ficar detido até a “decisão do tribunal”. O homem enfrenta acusações por parte da Rússia por supostamente ter violado suas condições de sentença impostas em 2014. A violação teria acontecido no período em que o opositor esteve na Alemanha, já que não se apresentou à polícia russa ao menos duas vezes na semana, como era pedido.

Sabe-se que Alexei esteve na Alemanha para se recuperar de um envenenamento. Em 20 de agosto do ano passado, o opositor passou mal durante um voo depois de ter tomado um chá antes de embarcar a caminho de Moscou.

Inicialmente, ele ficou um período na Rússia — que negou que o opositor havia sido envenenado. Porém, a pedido da família, o homem foi transferido para Berlim, na Alemanha.

Através de exames, no mês de setembro de 2020, os alemães afirmaram que Navalny foi sim envenenado, tratava-se de uma substância do tipo Novichok, usada nos tempos soviéticos para fins militares. O opositor, por sua vez, acredita que a ordem para o envenenamento tenha partido de Vladimir Putin, presidente da Rússia.

A recente detenção de Alexei está sendo criticada pelos principais líderes da Europa. O presidente Conselho Europeu, Charles Michel, usou seu Twitter para pedir a libertação “imediata” do homem. Já o chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrel, classificou como “inaceitável” a prisão do opositor.