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Fazendeiros na Irlanda são informados que visons terão que ser abatidos

Após mutação do Covid-19 ser confirmado na Dinamarca, diretor médico diz que a presença da espécie apresenta “um risco contínuo para a saúde pública”

Fabio Previdelli Publicado em 19/11/2020, às 11h57 - Atualizado às 11h58

A imagem de um vison
A imagem de um vison - Pixabay

Três fazendas de visons na República da Irlanda foram informadas que seus animais terão que ser abatidos para impedir a disseminação de uma potencial mutação de Covid-19. As informações são da BBC

A medida foi tomada após uma mutação viral infectar 12 pessoas na Dinamarca no começo do mês. As autoridades temem que uma forma mutante do coronavírus possa prejudicar a eficácia de uma futura vacina.  

De acordo com Tony Holohan, diretor-médico da Irlanda, a população de visons criados no país deveria ser sacrificada. Em carta ao Departamento de Agricultura, Holohan diz que a presença da espécie apresenta “um risco contínuo para a saúde pública” se a variante da Covid encontrada na Dinamarca se tornasse “a cepa dominante do vírus”. Com isso, ele alegou que todos eles deveriam ser eliminados com “urgência”.  

Entretanto, de acordo com a emissora nacional irlandesa, a RTE, o país não possui planos imediatos para realizar o abate proposto, porém, funcionários do Departamento de Agricultura informaram aos proprietários das fazendas nos condados de Laois, Kerry e Donegal que isso acontecerá em breve. Com isso, também foi autorizado que os fazendeiros terão permissão para “pelar” os animais restantes para atender aos pedidos pendentes.  

A decisão 

Através de um anúncio oficial, a Dinamarca informou no começo do mês que sacrificaria 17 milhões de visons, esses animais são parecidos com doninhas e a criação é comum em fazendas para a fabricação de peças de roupa. 

As autoridades dinamarquesas afirmam que uma mutação do vírus Sars-CoV-2, nos animais, já infectou 12 pessoas no país, a mutação ameaça a eficácia de uma futura vacina para humanos contra o novo coronavírus e afeta os atuais projetos.  

"O vírus que sofreu mutação através dos visons poderia representar um risco de que futuras vacinas não funcionem como deveriam. É preciso sacrificar todos os visons", afirmou a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen.

Contudo, sabe-se que a mutação viral é comum, mas, não é possível determinar as consequências que elas trariam, afirmam cientistas. “Continuar com a criação destes visons suporia um risco muito elevado para a saúde pública, tanto na Dinamarca quanto no exterior", disse Kaare Molbak, encarregado da Autoridade Dinamarquesa de Controle de Doenças Infecciosas (SSI).