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Teste sorológico pode ajudar campanha de vacinação mais eficaz, diz pesquisa

"Meu estudo tem o intuito de orientar numa melhor estratégia para eliminar o vírus”, explica o neurocientista Fabiano de Abreu

Fabio Previdelli Publicado em 03/02/2021, às 07h00

Imagem meramente ilustrativa de vacinas
Imagem meramente ilustrativa de vacinas - Pixabay

Em recente estudo publicado na revista científica International Brazilian Journal of Development, o neurocientista Fabiano de Abreu apresenta, o que considera, um aliado importante no combate à pandemia: os testes sorológicos.  

De acordo com Abreu, os testes permitem uma vacinação mais eficaz contra o vírus, além de ajudar num aspecto muito importante, a saúde mental — uma vez que permite a pessoa conhecer seu estado atual de saúde, se já foi acometida pela Covid-19 ou não.  

"Meu estudo tem o intuito de orientar numa melhor estratégia para eliminar o vírus e ajudar no combate à pandemia, e o teste sorológico reduz o número de candidatos à vacina, além de tranquilizar as pessoas antes de se vacinar. Desta maneira a vacina chega a quem realmente precisa economizando não só a verba do governo como também conseguindo chegar a todos”, explica em entrevista ao O Dia

“Imaginemos que estamos com escassez de doses em ambiente hospitalar, para os nossos profissionais de saúde, com o teste conseguimos distinguir quem já tem algum grau de imunidade para quem não tem e dessa forma garantir uma vacinação mais eficaz”, completa.  

Para o neurocientista, a medida pode ajudar a imunizar o maior número de pessoas o mais rápido possível. "Só conseguimos travar a propagação com regras bem definidas e, qualquer ajuda por mais pequena que seja para alcançar a Imunidade de grupo mais rapidamente é bem-vinda. Esse é o meu principal objetivo", conclui.  

Sobre a Covid-19

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro do ano passado.  

De lá pra cá, a doença já infectou mais de 103 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando cerca de 2.236.454 de mortes, sendo mais de 225 mil delas apenas no Brasil, que está no segundo lugar entre os países onde mais pessoas morrerem por complicações da Covid-19. O primeiro deles é os EUA, com mais de 443 mil.

De acordo com as últimas informações divulgadas pela China, atualmente o país registra 89.564 casos de infecção pelo novo coronavírus, com 4.636 mortes.