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Orçamento e roupas emprestadas: 5 fatos não tão conhecidos sobre 'O Diabo Veste Prada'

A produção, lançada há 15 anos, marcou a história do cinema pela retratação do mundo da moda com Anne Hathaway e Meryl Streep

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 28/11/2021, às 11h00 - Atualizado em 29/11/2021, às 16h11

Cena do filme "O Diabo Veste Prada"
Cena do filme "O Diabo Veste Prada" - Divulgação / 20th Century Fox

O Diabo Veste Prada", lançado em 2006, se tornou um símbolo da moda mundial ao retratar grifes históricas em um enredo repleto de estrelas, como Anne Hathaway e Maryl Streep enfrentando os desafios de uma renomada revista especializada, a fictícia Runaway. O sucesso refletiu não apenas na crítica, mas arrecadou mais de US$ 300 milhões em bilheteria.

Contudo, quem vê o lucro alto, não imagina as limitações da produção para retratar a glamorosa rotina da protagonista Andy sendo assistente pessoal da editora-chefe Miranda Priestly. Por isso, o site Aventuras na História separou algumas curiosidades sobre os bastidores de um dos filmes mais prestigiados do século 21.

Confira 5 fatos não tão conhecidos sobre 'O Diabo Veste Prada':


1. O real uso de Prada

A editora Miranda Priestly, personagem de Meryl Streep, realmente faz jus ao nome da produção, sendo demonizada como o principal tormento da protagonista e, por outro lado, usando peças confeccionadas pela grife italiana Prada.

Em estimativa feita pela própria figurinista da produção, Patricia Field, quatro de cada dez sapatos que ela usou em cena eram da marca, principalmente pelo fato de que, na época, a Prada "estava fazendo pares de plataforma que davam a ela a altura que ela gostava”.


2. Não apenas Prada

Quem pensa que houve algum tipo de pagamento por exclusividade de marca por parte da Prada para estampar o título da produção, se engana; a figurinista responsável por vestir os atores estimou, no ano seguinte ao lançamento do filme, que cerca de 100 marcas conhecidas mundialmente foram utilizadas na produção, sendo divulgadas internacionalmente da mesma maneira.


3. Na base da permuta

Os figurinos da produção tiveram o valor calculado em US$ 1 milhão, contando com marcas renomadas e cortes especiais de diversas épocas. Contudo, grande parte dessas peças não foi bancada pela produção.

Cena do filme "O Diabo Veste Prada" / Crédito: Divulgação / 20th Century Fox

Patricia Field, conhecida por seu trabalho como figurinista em Hollywood, teve de se virar com apenas 10% desse valor. Com US$ 100 mil dólares, ela conseguiu realizar parte das retratações, mas contou com diversos empréstimos de colegas da área da moda e outros figurinistas, que auxiliou cedendo itens de acervos.


4. Zerou o orçamento

Se Patricia não tivesse conseguido tantos empréstimos de colegas, certamente não poderia disponibilizar a peça mais cara de todo o figurino do filme, obtida com o joalheiro Fred Leighton e usado por Meryl.

Se trata de um colar, no valor de US$ 100 mil na época da produção — ou seja, custava todo o valor disponibilizado pela produtora para as roupas do filme. Se ele realmente fosse necessário ao enredo, provavelmente teríamos um filme só com peladões.


5. Tom especial

Na época da construção da adaptação dos personagens presentes no livro homônimo ao cinema, Maryl Streep não apenas exerceu interferência criativa sobre sua personagem, como sugeriu uma característica marcante: os cabelos brancos de Miranda Priestly.

A decisão pelo corte e pintura foi aceita pela figurinista e roteiristas, visando não apenas a construção da personagem, mas também a colorimetria do filme: “Ela tinha ótimas ideias, entre elas a do cabelo branco. É uma paleta de cores excelente, fica bom com tudo, é dinâmico”, disse Patricia.


Pensando nos grandes nomes que marcaram a história da moda, o site Aventuras na História, a Openthedoor Estúdio de Animação e a especialista em História da Moda Laura Wie, relembram a trajetória de figuras notáveis em uma série especial. 

Abaixo, você confere a animação sobre a história da Gucci, que até hoje encanta gerações.